Frete CIF ou FOB ?
Se ninguém perguntar, você pode até saber qual usar. Mas se alguém perguntar, já era! a dúvida é imediata.
Então vou escrever esse troço aqui para ajudar a cravar de vez na memória.
Primeiro vamos aos significados dessa sopa de letrinhas:
CIF - Cost, Insurance and Freight (Custo, Seguro e Frete)
FOB - Free on Board (Posto a Bordo)
Essas duas clausulas foram originadas no comércio internacional, mas brasileiro é metido mesmo e usa bastante esses termos em transações comerciais nacionais.
Como na maioria das vezes você é cliente e fornecedor ao mesmo tempo, veja a maneira correta de aplicar essas letrinhas em ambos os casos:
Quando você é o cliente:
Use CIF quando as despesas de frete, seguro e taxas forem por sua conta.
Use FOB quando as despesas de frete, seguro e taxas forem por conta do seu fornecedor.
Quando você é o fornecedor:
Use CIF quando as despesas de frete, seguro e taxas forem por conta sua conta.
Use FOB quando as despesas de frete, seguro e taxas forem por conta do cliente.
Moleza né ? mas não custa nada ler e escrever esse troço para não ficar na dúvida quando alguém perguntar a você "e o frete ? é CIF ou FOB ?"
Resumo da ópera !!!!!!!!!
CIF - frete pago por conta de quem está enviando a mercadoria
FOB - frete por conta de quem está recebendo
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Homeopatia pode funcionar contra rinite a longo prazo
RACHEL BOTELHO
da Folha de S.Paulo
Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP concluiu que o tratamento homeopático pode ser eficaz a médio e longo prazo no combate à rinite alérgica.
Na primeira fase da pesquisa, 41 pacientes foram separados em dois grupos. Parte recebeu medicamentos homeopáticos individualizados e parte tomou placebo. Transcorridos seis meses, a melhora nos sintomas e sinais da rinite foi semelhante entre as pessoas de ambos os grupos -de cerca de 25%.
Até então, nem o médico nem os participantes sabiam a que grupo cada um pertencia. Após esse período, esses dados foram revelados, e os pacientes, reunidos.
Na segunda fase, aqueles que haviam recebido placebo foram tratados com homeopatia por 12 meses, e os demais, pela metade do tempo. Dessa forma, todos os participantes receberam a substância ativa durante o mesmo intervalo de tempo.
Ao final dos doze meses, houve melhora de 50% dos sintomas e sinais da rinite alérgica dos pacientes participantes. No segundo ano de tratamento, essa taxa aumentou para 64%, alcançando 72% ao final dos três anos de pesquisa.
Os sinais da doença foram verificados e tabelados por um imunologista independente, não homeopata, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
De acordo com o médico homeopata Marcus Zulian Teixeira, que fez o estudo para sua tese de doutorado, foi preciso realizar um acompanhamento de longo prazo porque uma característica do tratamento homeopático é a demora para acertar o remédio mais indicado para cada paciente.
"Existem centenas de remédios homeopáticos que podem ser usados para tratar a rinite. É necessário um tempo grande para testar todas as possibilidades", afirma. Segundo ele, os estudos clássicos têm duração de um ou dois meses, o que não é eficaz para a homeopatia.
Falha da pesquisa
Embora os resultados apontem uma diferença estatisticamente significativa entre a melhora do mesmo paciente nos 12 meses de tratamento com homeopatia em relação aos seis meses iniciais, o próprio autor aponta a desistência da maior parte das pessoas como uma falha do estudo. Dos 41 participantes, só 13 foram até o fim.
No entanto, segundo ele, cerca de 80% dos que desistiram atribuíram o fato ao alívio dos sintomas da rinite.
"A limitação da pesquisa é o pequeno número de pacientes devido à desistência que há em qualquer tratamento de longo prazo. Para compensar, fizemos uma análise qualitativa para saber como foi a melhora dos pacientes", afirma.
Os pacientes que apresentaram 100% de melhora ficaram em média três anos sem nenhum sintoma de rinite após o fim do tratamento.
De acordo com Richard Voegels, membro da diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e diretor de rinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, somente as conclusões da primeira fase do trabalho, quando não se sabia quais pacientes estavam recebendo placebo ou medicamentos, podem ser consideradas.
"Se o estudo continuasse controlado, quem garante que o grupo placebo também não teria melhora de 70%?", afirma o médico. Segundo ele, o componente psicológico também é importante no caso da rinite. "Se a pessoa acredita que vai melhorar, isso acontece."
Na opinião do otorrinolaringologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Onivaldo Cervantes, pode-se concluir que a homeopatia tem um efeito positivo no combate à rinite, mas é preciso considerar os vieses da pesquisa.
"Essas pessoas podem ter passado a se cuidar melhor, podem ter se afastado dos alérgenos. Durante o tratamento, o paciente presta mais atenção ao problema e também acredita que vai melhorar", diz.
A rinite é caracterizada por uma inflamação do nariz e pode ser infecciosa (resfriado), irritativa (poluição, fumo) ou alérgica (reação exagerada a determinados alérgenos). Os sintomas são congestão e obstrução nasal, coceira e espirros.
da Folha de S.Paulo
Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP concluiu que o tratamento homeopático pode ser eficaz a médio e longo prazo no combate à rinite alérgica.
Na primeira fase da pesquisa, 41 pacientes foram separados em dois grupos. Parte recebeu medicamentos homeopáticos individualizados e parte tomou placebo. Transcorridos seis meses, a melhora nos sintomas e sinais da rinite foi semelhante entre as pessoas de ambos os grupos -de cerca de 25%.
Até então, nem o médico nem os participantes sabiam a que grupo cada um pertencia. Após esse período, esses dados foram revelados, e os pacientes, reunidos.
Na segunda fase, aqueles que haviam recebido placebo foram tratados com homeopatia por 12 meses, e os demais, pela metade do tempo. Dessa forma, todos os participantes receberam a substância ativa durante o mesmo intervalo de tempo.
Ao final dos doze meses, houve melhora de 50% dos sintomas e sinais da rinite alérgica dos pacientes participantes. No segundo ano de tratamento, essa taxa aumentou para 64%, alcançando 72% ao final dos três anos de pesquisa.
Os sinais da doença foram verificados e tabelados por um imunologista independente, não homeopata, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
De acordo com o médico homeopata Marcus Zulian Teixeira, que fez o estudo para sua tese de doutorado, foi preciso realizar um acompanhamento de longo prazo porque uma característica do tratamento homeopático é a demora para acertar o remédio mais indicado para cada paciente.
"Existem centenas de remédios homeopáticos que podem ser usados para tratar a rinite. É necessário um tempo grande para testar todas as possibilidades", afirma. Segundo ele, os estudos clássicos têm duração de um ou dois meses, o que não é eficaz para a homeopatia.
Falha da pesquisa
Embora os resultados apontem uma diferença estatisticamente significativa entre a melhora do mesmo paciente nos 12 meses de tratamento com homeopatia em relação aos seis meses iniciais, o próprio autor aponta a desistência da maior parte das pessoas como uma falha do estudo. Dos 41 participantes, só 13 foram até o fim.
No entanto, segundo ele, cerca de 80% dos que desistiram atribuíram o fato ao alívio dos sintomas da rinite.
"A limitação da pesquisa é o pequeno número de pacientes devido à desistência que há em qualquer tratamento de longo prazo. Para compensar, fizemos uma análise qualitativa para saber como foi a melhora dos pacientes", afirma.
Os pacientes que apresentaram 100% de melhora ficaram em média três anos sem nenhum sintoma de rinite após o fim do tratamento.
De acordo com Richard Voegels, membro da diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e diretor de rinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, somente as conclusões da primeira fase do trabalho, quando não se sabia quais pacientes estavam recebendo placebo ou medicamentos, podem ser consideradas.
"Se o estudo continuasse controlado, quem garante que o grupo placebo também não teria melhora de 70%?", afirma o médico. Segundo ele, o componente psicológico também é importante no caso da rinite. "Se a pessoa acredita que vai melhorar, isso acontece."
Na opinião do otorrinolaringologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Onivaldo Cervantes, pode-se concluir que a homeopatia tem um efeito positivo no combate à rinite, mas é preciso considerar os vieses da pesquisa.
"Essas pessoas podem ter passado a se cuidar melhor, podem ter se afastado dos alérgenos. Durante o tratamento, o paciente presta mais atenção ao problema e também acredita que vai melhorar", diz.
A rinite é caracterizada por uma inflamação do nariz e pode ser infecciosa (resfriado), irritativa (poluição, fumo) ou alérgica (reação exagerada a determinados alérgenos). Os sintomas são congestão e obstrução nasal, coceira e espirros.
Amazônia pode ficar 10ºC mais quente até 2060
James Painter
Analista da BBC para a América Latina
Um aquecimento global de 4ºC deve ter consequências dramáticas para a América Latina e pode subir as temperaturas na região amazônica entre 8ºC e 10ºC, o que levaria à destruição de grande parte da floresta, de acordo com um novo estudo do Departamento de Meteorologia britânico (Met Office).
O cenário catastrófico pode se tornar realidade já em 2060 - quatro décadas antes do previsto pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC).
Segundo Gilvan Sampaio, climatologista e pesquisador do Inpe, as novas previsões sobre mudança climática apontam para aumentos mais drásticos de temperaturas em um período menor de tempo por conta de inovações na área de pesquisas sobre o clima. Em 2007, a previsão era que a Terra ficasse de 1,8°C a 4°C mais quente em um período de cem anos.
POR QUE PREVISÕES MUDAM?
"Nas nossas melhores estimativas, um aquecimento global de 4ºC aconteceria na década de 2070. Mas em uma situação extrema plausível isso poderia acontecer em 2060", disse à BBC Brasil o pesquisador Richard Betts, do Hadley Centre, a unidade do Met Office que estuda mudanças climáticas.
Os novos modelos climáticos computadorizados do Hadley Centre foram divulgados durante uma conferência na Universidade de Oxford e simulam situações em que altas emissões de dióxido de carbono são amplificadas pelo efeito de retroalimentação (feedback) dos ciclos de carbono.
Este é o nome dado por cientistas aos ciclos de absorção e liberação de carbono por florestas e oceanos.
As simulações apresentadas em Oxford indicam que a Amazônia é uma das regiões que mais vai sofrer com o aquecimento global. No entanto, para o cientista José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um aquecimento global de 4ºC elevaria a temperatura na região amazônica em cerca de 5ºC.
"Este tipo de acréscimo na temperatura já seria pior do que os cenários mais extremos do IPCC", disse Marengo à BBC Brasil.
Nordeste
Segundo ele, outros modelos indicam que "a probabilidade de um aquecimento de 3,3ºC até 2100 é maior que 50% em um cenário de altas emissões".
José Marengo já aplicou uma versão do modelo climático desenvolvido pelo Hadley Centre sobre um cenário de altas emissões para investigar as conseqüências desse aquecimento global de 3,3ºC no Nordeste.
O cientista do Inpe descobriu que o acréscimo seria ainda mais dramático na "região mais vulnerável às mudanças climáticas no Brasil, uma das mais vulneráveis da América do Sul".
O estudo de Marengo indica que até 2100 as chuvas no Nordeste seriam reduzidas entre 40% e 60% em comparação com os níveis atuais.
Além disso, a duração média da temporada seca saltaria de 12 dias para 30 dias por ano, aumentando o risco de estiagens, e a área utilizável para plantações de grãos como arroz, feijão e soja também cairia significativamente.
Hidrelétricas
Marengo afirma estar particularmente preocupado com os impactos sobre a geração de energia hidrelétrica.
Ele cita como exemplo disso a Bacia do Rio São Francisco, que deve registrar uma redução de cerca de 25% no volume d'água, o que afetaria severamente a produção de eletricidade da região.
Além disso, o pesquisador do Inpe lembra que a densidade demográfica no Nordeste é muito maior do que na Amazônia. Os impactos das mudanças climáticas sobre pequenos produtores rurais levariam a movimentos migratórios.
O novo estudo do Hadley Centre mostra fortes variações na subida de temperatura e no regime de chuvas nas várias regiões do planeta.
Na América Central, as consequências do aquecimento global são menos disputadas.
"Deve ser registrada uma queda de pelo menos 20% no volume de chuvas lá, na hipótese de 4ºC", afirmou Betts.
Mais ao sul do continente, na região da Argentina, por exemplo, a previsão é de um aumento nas chuvas.
Caribe
Na conferência de Oxford, outros cientistas apresentaram estudos que indicam consequências graves para as regiões mais baixas da América Latina e do Caribe, na hipótese de um aquecimento de 4ºC.
O cientista Stefan Rahmstorf, do Instituto de Potsdam, na Alemanha, afirmou que um aquecimento neste nível elevaria o nível do mar entre um metro e 1,3 metro até 2100 em relação aos níveis de 1990.
Os países mais ameaçados pela subida dos oceanos são Guiana, Suriname, Belize, Jamaica, Equador e o território da Guiana Francesa, além da Península de Yucatán, no México.
O Met Office também apresentou mapas na conferência que mostram que grande parte dessas áreas já estão enfrentando a elevação do nível do mar.
A comunidade científica concorda ser possível se preparar para enfrentar o problema porque a elevação acontece vagarosamente. No entanto, a combinação de ressacas, furacões de maior intensidade e a elevação do nível oceânico pode provocar problemas mais imediatos.
Desde o fim da década de 90, as emissões de gases do efeito estufa vêm ficando próximas às previsões mais extremadas do IPCC.
No seu relatório de 2007, o IPCC afirma que, na pior das hipóteses, a temperatura global subiria 4ºC até o fim do século, caso a emissão de gases do efeito estufa continuasse a crescer, embora um aquecimento maior não tenha sido descartado.
No mesmo relatório, o painel de cientistas convocado pelas Nações Unidas recomenda limitar o aquecimento global a 2ºC para evitar consequências "potencialmente dramáticas" das mudanças climáticas.
Analista da BBC para a América Latina
Um aquecimento global de 4ºC deve ter consequências dramáticas para a América Latina e pode subir as temperaturas na região amazônica entre 8ºC e 10ºC, o que levaria à destruição de grande parte da floresta, de acordo com um novo estudo do Departamento de Meteorologia britânico (Met Office).
O cenário catastrófico pode se tornar realidade já em 2060 - quatro décadas antes do previsto pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC).
Segundo Gilvan Sampaio, climatologista e pesquisador do Inpe, as novas previsões sobre mudança climática apontam para aumentos mais drásticos de temperaturas em um período menor de tempo por conta de inovações na área de pesquisas sobre o clima. Em 2007, a previsão era que a Terra ficasse de 1,8°C a 4°C mais quente em um período de cem anos.
POR QUE PREVISÕES MUDAM?
"Nas nossas melhores estimativas, um aquecimento global de 4ºC aconteceria na década de 2070. Mas em uma situação extrema plausível isso poderia acontecer em 2060", disse à BBC Brasil o pesquisador Richard Betts, do Hadley Centre, a unidade do Met Office que estuda mudanças climáticas.
Os novos modelos climáticos computadorizados do Hadley Centre foram divulgados durante uma conferência na Universidade de Oxford e simulam situações em que altas emissões de dióxido de carbono são amplificadas pelo efeito de retroalimentação (feedback) dos ciclos de carbono.
Este é o nome dado por cientistas aos ciclos de absorção e liberação de carbono por florestas e oceanos.
As simulações apresentadas em Oxford indicam que a Amazônia é uma das regiões que mais vai sofrer com o aquecimento global. No entanto, para o cientista José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um aquecimento global de 4ºC elevaria a temperatura na região amazônica em cerca de 5ºC.
"Este tipo de acréscimo na temperatura já seria pior do que os cenários mais extremos do IPCC", disse Marengo à BBC Brasil.
Nordeste
Segundo ele, outros modelos indicam que "a probabilidade de um aquecimento de 3,3ºC até 2100 é maior que 50% em um cenário de altas emissões".
José Marengo já aplicou uma versão do modelo climático desenvolvido pelo Hadley Centre sobre um cenário de altas emissões para investigar as conseqüências desse aquecimento global de 3,3ºC no Nordeste.
O cientista do Inpe descobriu que o acréscimo seria ainda mais dramático na "região mais vulnerável às mudanças climáticas no Brasil, uma das mais vulneráveis da América do Sul".
O estudo de Marengo indica que até 2100 as chuvas no Nordeste seriam reduzidas entre 40% e 60% em comparação com os níveis atuais.
Além disso, a duração média da temporada seca saltaria de 12 dias para 30 dias por ano, aumentando o risco de estiagens, e a área utilizável para plantações de grãos como arroz, feijão e soja também cairia significativamente.
Hidrelétricas
Marengo afirma estar particularmente preocupado com os impactos sobre a geração de energia hidrelétrica.
Ele cita como exemplo disso a Bacia do Rio São Francisco, que deve registrar uma redução de cerca de 25% no volume d'água, o que afetaria severamente a produção de eletricidade da região.
Além disso, o pesquisador do Inpe lembra que a densidade demográfica no Nordeste é muito maior do que na Amazônia. Os impactos das mudanças climáticas sobre pequenos produtores rurais levariam a movimentos migratórios.
O novo estudo do Hadley Centre mostra fortes variações na subida de temperatura e no regime de chuvas nas várias regiões do planeta.
Na América Central, as consequências do aquecimento global são menos disputadas.
"Deve ser registrada uma queda de pelo menos 20% no volume de chuvas lá, na hipótese de 4ºC", afirmou Betts.
Mais ao sul do continente, na região da Argentina, por exemplo, a previsão é de um aumento nas chuvas.
Caribe
Na conferência de Oxford, outros cientistas apresentaram estudos que indicam consequências graves para as regiões mais baixas da América Latina e do Caribe, na hipótese de um aquecimento de 4ºC.
O cientista Stefan Rahmstorf, do Instituto de Potsdam, na Alemanha, afirmou que um aquecimento neste nível elevaria o nível do mar entre um metro e 1,3 metro até 2100 em relação aos níveis de 1990.
Os países mais ameaçados pela subida dos oceanos são Guiana, Suriname, Belize, Jamaica, Equador e o território da Guiana Francesa, além da Península de Yucatán, no México.
O Met Office também apresentou mapas na conferência que mostram que grande parte dessas áreas já estão enfrentando a elevação do nível do mar.
A comunidade científica concorda ser possível se preparar para enfrentar o problema porque a elevação acontece vagarosamente. No entanto, a combinação de ressacas, furacões de maior intensidade e a elevação do nível oceânico pode provocar problemas mais imediatos.
Desde o fim da década de 90, as emissões de gases do efeito estufa vêm ficando próximas às previsões mais extremadas do IPCC.
No seu relatório de 2007, o IPCC afirma que, na pior das hipóteses, a temperatura global subiria 4ºC até o fim do século, caso a emissão de gases do efeito estufa continuasse a crescer, embora um aquecimento maior não tenha sido descartado.
No mesmo relatório, o painel de cientistas convocado pelas Nações Unidas recomenda limitar o aquecimento global a 2ºC para evitar consequências "potencialmente dramáticas" das mudanças climáticas.
Dicas para potencializar o treino de musculação
12 estratégias para potencializar o treino de musculação e acelerar os resultados
SHÂMIA SALEM
Colaboração para o UOLQuanto mais massa muscular uma pessoa tem, mais calorias ela queima por dia, mais precisamente 120 a cada 1,4 quilo de músculo. E não precisa se esfalfar na ginástica: dados do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos mostram que basta puxar ferro pelo menos duas vezes por semana para evitar o acúmulo de gordura na região abdominal, o tipo responsável pela barriga de chope, além de hipertensão, diabetes e doenças cardíacas. "A musculatura forte também protege as articulações, o que diminui as dores e os riscos de lombalgia, artrose e atrite", completa a fisiologista do exercício Claudia Zamberlan, da Body Check Avaliação Física, Nutrição e Médica, em São Paulo
Velocidade de repetição dos exercícios afeta o desempenho do treino de musculação
Outra boa notícia é que os resultados dos exercícios resistidos aparecem rápido: em menos de quatro meses há um aumento de até 10% da massa muscular e da força. Mas dá para agilizar ainda mais esse resultado ao colocar em prática as dicas abaixo - só não esqueça de pedalar, caminhar ou correr por cinco minutos depois da musculação para eliminar o ácido lático, que causa dor durante ou logo após a atividade física.
1. Se a intenção é ficar musculoso, faça os movimentos em velocidade moderada para lenta e dê pausas de dois minutos entre uma série e outra. "Nesse período o músculo se recupera do esforço e o praticante consegue realizar a próxima série com a mesma qualidade da primeira", fala a fisiologista do exercício Claudia Zamberlan.
2. Já se o objetivo é tonificar sem ficar 'grande', o truque é usar pouca carga, fazer os movimentos em velocidade moderada para rápida e um intervalo entre as séries de cerca de 1 minuto. E mantenha o músculo trabalho contraído durante todo o tempo.
3. Para emagrecer, use um pouco mais de carga do que o habitual e descanse no máximo 30 segundos entre as séries.
4. Deixe a parte aeróbica para depois da musculação. "Se fizer antes, como normalmente acontece nas academias, vai achar o treino pesado e o cansaço vai bater mais rápido do que de costume", avisa o personal trainer Eduardo Gurgel, do Rio de Janeiro.
5. O treino estacionou? Experimente mudar a planilha. "Quanto mais variar os exercícios, mais estímulo vai dar às fibras musculares", garante Eduardo Gurgel.
6. Para um abdômen tanquinho, só abdominal não resolve. É essencial também queimar os excessos para que a musculatura trabalhada apareça sob a pele. "Para isso, é preciso fazer atividade aeróbica de baixa a média intensidade, ou seja, de 55% a 70% da frequência cardíaca máxima", avisa o personal trainer Christian Monteiro, do Rio de Janeiro. Para descobrir o número, a pessoa deve subtrair sua idade de 220 e, do total, verificar quanto é 55% e, depois, 70%. O resultado é o número médio de vezes que o coração deve bater a cada minuto de corrida, caminhada ou pedalada, por exemplo.
7. A forma de se certificar que o exercício está mesmo trabalhando a área desejada é perceber se a musculatura da região está cansada logo depois da série.
8. Nada é tão eficaz para malhar as coxas e os glúteos como o agachamento e os exercícios com caneleiras. "Como eles são mais puxados, faça-os logo no início do treino, quando o corpo ainda está descansado", recomenda Christian Monteiro.
9. Dificultar a execução do movimento é uma forma de potencializar a ginástica. Para isso, invista em barras, caneleiras e halteres, que exigem mais concentração e força para manter a postura correta e levantar a carga. A regra só não vale para os iniciantes, que, por uma questão de segurança, devem se limitar aos equipamentos até adquirirem consciência corporal.
10. Outra dica para quem está começando é fazer de duas a três séries de 15 a 20 repetições com menos carga para não se machucar nem ter que ficar de molho.
11. Sentir-se capaz de fazer duas ou mais repetições ao fim de cada série é sinal de que está mais do que na hora de aumentar a carga.
12. Jamais trave a respiração durante o movimento para não aumentar a pressão arterial. Para ficar mais confortável e até ter a sensação de que o peso ficou mais leve, expire pela boca quando levantar ou empurrar o peso e inspire pelo nariz ao voltar à posição inicial.
SHÂMIA SALEM
Colaboração para o UOLQuanto mais massa muscular uma pessoa tem, mais calorias ela queima por dia, mais precisamente 120 a cada 1,4 quilo de músculo. E não precisa se esfalfar na ginástica: dados do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos mostram que basta puxar ferro pelo menos duas vezes por semana para evitar o acúmulo de gordura na região abdominal, o tipo responsável pela barriga de chope, além de hipertensão, diabetes e doenças cardíacas. "A musculatura forte também protege as articulações, o que diminui as dores e os riscos de lombalgia, artrose e atrite", completa a fisiologista do exercício Claudia Zamberlan, da Body Check Avaliação Física, Nutrição e Médica, em São Paulo
Velocidade de repetição dos exercícios afeta o desempenho do treino de musculação
Outra boa notícia é que os resultados dos exercícios resistidos aparecem rápido: em menos de quatro meses há um aumento de até 10% da massa muscular e da força. Mas dá para agilizar ainda mais esse resultado ao colocar em prática as dicas abaixo - só não esqueça de pedalar, caminhar ou correr por cinco minutos depois da musculação para eliminar o ácido lático, que causa dor durante ou logo após a atividade física.
1. Se a intenção é ficar musculoso, faça os movimentos em velocidade moderada para lenta e dê pausas de dois minutos entre uma série e outra. "Nesse período o músculo se recupera do esforço e o praticante consegue realizar a próxima série com a mesma qualidade da primeira", fala a fisiologista do exercício Claudia Zamberlan.
2. Já se o objetivo é tonificar sem ficar 'grande', o truque é usar pouca carga, fazer os movimentos em velocidade moderada para rápida e um intervalo entre as séries de cerca de 1 minuto. E mantenha o músculo trabalho contraído durante todo o tempo.
3. Para emagrecer, use um pouco mais de carga do que o habitual e descanse no máximo 30 segundos entre as séries.
4. Deixe a parte aeróbica para depois da musculação. "Se fizer antes, como normalmente acontece nas academias, vai achar o treino pesado e o cansaço vai bater mais rápido do que de costume", avisa o personal trainer Eduardo Gurgel, do Rio de Janeiro.
5. O treino estacionou? Experimente mudar a planilha. "Quanto mais variar os exercícios, mais estímulo vai dar às fibras musculares", garante Eduardo Gurgel.
6. Para um abdômen tanquinho, só abdominal não resolve. É essencial também queimar os excessos para que a musculatura trabalhada apareça sob a pele. "Para isso, é preciso fazer atividade aeróbica de baixa a média intensidade, ou seja, de 55% a 70% da frequência cardíaca máxima", avisa o personal trainer Christian Monteiro, do Rio de Janeiro. Para descobrir o número, a pessoa deve subtrair sua idade de 220 e, do total, verificar quanto é 55% e, depois, 70%. O resultado é o número médio de vezes que o coração deve bater a cada minuto de corrida, caminhada ou pedalada, por exemplo.
7. A forma de se certificar que o exercício está mesmo trabalhando a área desejada é perceber se a musculatura da região está cansada logo depois da série.
8. Nada é tão eficaz para malhar as coxas e os glúteos como o agachamento e os exercícios com caneleiras. "Como eles são mais puxados, faça-os logo no início do treino, quando o corpo ainda está descansado", recomenda Christian Monteiro.
9. Dificultar a execução do movimento é uma forma de potencializar a ginástica. Para isso, invista em barras, caneleiras e halteres, que exigem mais concentração e força para manter a postura correta e levantar a carga. A regra só não vale para os iniciantes, que, por uma questão de segurança, devem se limitar aos equipamentos até adquirirem consciência corporal.
10. Outra dica para quem está começando é fazer de duas a três séries de 15 a 20 repetições com menos carga para não se machucar nem ter que ficar de molho.
11. Sentir-se capaz de fazer duas ou mais repetições ao fim de cada série é sinal de que está mais do que na hora de aumentar a carga.
12. Jamais trave a respiração durante o movimento para não aumentar a pressão arterial. Para ficar mais confortável e até ter a sensação de que o peso ficou mais leve, expire pela boca quando levantar ou empurrar o peso e inspire pelo nariz ao voltar à posição inicial.
Trecho de um livro que relata as aventuras de Charles Darwin

Aqui vai um trecho de "Aventuras e Descobertas de Charles Darwin a Bordo do Beagle", de Richard Keynes, publicado no Brasil pela editora Jorge Zahar. O autor aproveita documentos de Darwin e do ilustrador Conrad Martens para reconstruir a viagem de Darwin pela América do Sul.
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A cavalo de Santiago a Mendoza e de volta pelo passo Uspallata
Depois de ficar uma noite ou duas com Richard Corfield no Almendral, em Valparaíso, Charles tomou um birloche (diligência) para Santiago, onde Alexander Caldcleugh, negociante, dono de minas, colecionador de plantas e membro da Royal Society, ofereceu-se para ajudá-lo na preparação de uma longa viagem para examinar a geologia das cordilheiras. Nessa expedição Charles levou seu antigo companheiro Mariano Gonzáles e um tropeiro com sua madriña e dez mulas, das quais seis para montar e quatro para carregar a comida e a bagagem. A madriña era uma égua que portava um sino ao pescoço e tinha as funções de manter unida a pequena tropa de mulas e agir de maneira mais efetiva como guia das outras.
Deixando Santiago na manhã de 18 de março, eles cavalgaram pelas planícies secas em volta da cidade até chegarem à boca do estreito vale do rio Maipu, cercado pelas altas montanhas das primeiras cordilheiras. Ali as casas eram cercadas por vinhedos e árvores frutíferas pesadamente carregadas de maçãs maduras, nectarinas e pêssegos. De noite, as caixas que Charles estava mandando para a Inglaterra foram examinadas na Alfândega, onde os funcionários mostraram-se extremamente educados, em parte, sem dúvida, porque Charles tinha um importante passaporte emitido pelo presidente do Chile. Mas ele ficou também muito impressionado com a educação de todos os chilenos, que comparou favoravelmente à dos funcionários ingleses. Nos distritos habitados o grupo dormia em casas onde alugavam pasto para os animais, compravam um pouco de lenha, organizavam panelas e utensílios em algum canto e comiam a ceia sob um céu limpo, sem maiores problema.
Na manhã seguinte chegaram à última e mais alta casa do vale. Ali o Maipu descia furiosamente por uma planície estreita coberta de cascalho, com montanhas de 900 a 1.500 metros, de encostas íngremes, cor de púrpura e impressionantemente estratificadas. O grupo cruzou vários rebanhos de gado trazidos dos vales mais altos, sinal do inverno que se aproximava, e apressou o passo "mais do que era conveniente para a geologia". Passaram a noite seguinte onde o Maipu dividia-se nos rios do Vale do Yeso e do Vulcão, ao pé de uma montanha de três mil metros coroada pelas minas de San Pedro de Nolasko, onde ainda havia algumas manchas de neve no pico.
No alto do vale, a vegetação escasseava, embora ainda existissem algumas plantas alpinas muito bonitas; não se via quase nenhum pássaro ou inseto. Tudo estava cheio de imensas quantidades de cascalho brilhante e colorido pelo qual os rios escavavam canais. Charles reconheceu, pelo que já vira da geologia, que esse cascalho e outros depósitos aluviais haviam sido originários do oceano, em uma era anterior, quando a terra estava imersa na água. Naquela noite chegaram ao vale do Yeso, que outrora deveria ter sido um grande lago, mas que agora continha uma camada de quase 600 metros de gipsita (sulfato de cálcio) branca e em diversas partes muito pura.
Na manhã seguinte, a até então boa estrada degenerou em uma trilha íngreme e ziguezagueante do lado oeste das duas principais cadeias que formavam a cordilheira naquela latitude. Tratava-se da cadeia Peuquenes, separando as águas que desciam pelo oeste até o Pacífico e pelo leste até o Atlântico, e que se podia cruzar por um passo a quatro mil metros acima do nível do mar. Naquela altitude as mulas tinham alguma dificuldade (conhecida como puña pelos chilenos) em respirar o ar rarefeito, e a cada 50 metros deviam descansar um pouco. Charles não levou a dificuldade a sério, mas foi obrigado a admitir que gostou quando a excitação de encontrar impressões abundantes de conchas fósseis na parte mais alta da cadeia fez com que esquecesse o desconforto da puña.
Escreveu em seu caderno:
Quando chegamos à crista e olhamos para trás, uma vista gloriosa se apresentava. A atmosfera, resplandecente de tão clara, o céu de um imenso azul, os vales profundos, as formas tão abruptas, os montes de ruínas empilhadas durante o lapso das eras, as rochas brilhantemente coloridas contrastando com as quietas montanhas de neve, tudo isso produzia uma cena que eu jamais poderia ter imaginado. Nem planta nem pássaro, exceto uns poucos condores circulando em torno dos píncaros mais altos, distraía a atenção das massas inanimadas. ... Fiquei feliz por estar ali, era como olhar uma trovoada, ou ouvir a orquestra e coro do Messias.
Desceram pelo lado mais afastado da cadeia e pernoitaram a uma altitude de não menos de três mil metros. Durante a noite o céu carregou-se de nuvens de tal forma que Charles achou ameaçadora, mas ficou aliviado quando o tropeiro garantiu-lhe que, sem trovões e relâmpagos, não havia sério risco de tempestades de neve. Alexander Caldcleugh, ao cruzar o passo na mesma época do ano, havia sido pego por uma tempestade destas e ficara preso por algum tempo em uma desconfortável caverna, único refúgio disponível.
De manhã, como as batatas ainda estivessem duras após ferver por toda a noite naquela pressão e temperatura reduzidas, Charles achou graça ao ouvir os companheiros concluírem que "a maldita panela (que era nova) havia decidido não cozinhar as batatas". Depois do café da manhã sem batatas, cruzaram a área intermediária, em que o gado era levado a pastar no meio do verão, mas de onde - como os guanacos haviam feito por vontade própria - fora removido, por medo das prematuras tempestades de neve. A partir daí eram longas escaladas por áreas de neve permanente, colinas áridas e pontas de granito vermelho de ambos os lados; chegaram ao passo Portillo, a uma altitude de 4.300 metros. Após cruzarem o passo, desceram até o nível da primeira vegetação e pernoitaram no abrigo confortável de algumas pedras grandes. Dois dias e outra cadeia de montanhas depois - e dois mil metros abaixo -, Charles teve a primeira vista panorâmica dos pampas estendendo-se para leste, mas ficou bastante desapontado ao descobrir que de maneira alguma o cenário era superior ao da crista da Sierra de la Ventana, que ele avistara dois anos antes no lado da Argentina.
Charles ficou interessado ao descobrir que as estruturas geológicas das duas principais cadeias que havia atravessado diferiam em alguns aspectos significativos. A cadeia Peuquenes e as cadeias menores que a flanqueavam a oeste eram compostas de uma vasta pilha de muitas centenas de metros de espessura de pórfiros que haviam fluído como lavas submarinas, misturados com fragmentos angulares e redondos das mesmas pedras, lançadas das crateras submarinas. Os centros dessas massas haviam sido cobertos, em uma espessura considerável, por material sedimentar, compreendendo arenito vermelho, pórfiros fundidos pelo calor e pela pressão e uma mistura de argila e ardósia, passando por imensas camadas de gipsita formada pela evaporação da água do mar. Nas camadas superiores, não raro encontravam-se conchas de fósseis que outrora haviam se arrastado pelo fundo do mar; desse modo, a terra se elevara 4.200 metros desde o período secundário, há cerca de 300 milhões de anos. E mais: as conchas em questão haviam se acostumado a viver em águas muito profundas, de modo que a montanha devia então ter baixado vários milhares de metros para que os estratos submarinos necessários se acumulassem sobre as conchas; a isso seguiu-se uma nova elevação final.
A formação da cadeia de Portillo era muito diferente. Consistia principalmente de grandes pináculos nus de um granito de potassa vermelho, coberto no flanco oeste por um arenito que havia sido aquecido o suficiente para se transformar em quartzo. Por cima do quartzo havia um conglomerado constituído por uma mistura de seixos e conchas da cadeia das Peuquenes, com o granito vermelho de potassa da cadeia de Portillo. Era evidente que ambas as cadeias haviam se elevado quando o conglomerado estava se formando, mas como ele havia sido expulso a um ângulo de 45o pelo granito vermelho de potassa, o grosso da injeção ocorrera após a acumulação do conglomerado e muito depois da elevação da cadeia Peuquenes. A cadeia mais alta dessa parte da cordilheira, portanto, era na verdade mais jovem do que a adeia mais baixa da Peuquenes; e as águas, fluindo para leste, continuaram a abrir caminho por ali durante os últimos estágios de elevação. Com esse tipo de argumento Charles concluiu que, na maior parte da cordilheira, se não em toda ela, cada uma das linhas paralelas havia sido formada por sublevações e injeções em épocas diferentes. "A cada dia", escreveu ele, "o geólogo é forçado a ver que nada, nem mesmo o vento que sopra, é tão instável quanto o nível da crosta desta terra."
Embora durante a viagem - que em termos geológicos foi a mais frutífera de todas as que fez na América do Sul - sua atenção estivesse voltada sobretudo para as pedras que encontrava, a biologia jamais foi inteiramente negligenciada. Nos montes de neve, em ambas as cadeias, ele observou que as pegadas das mulas estavam manchadas de vermelho claro, como se os cascos estivessem sangrando um pouco. Não era essa a explicação, como também não havia possibilidade de que se tratasse de uma poeira vermelha de pórfiro soprada das montanhas. Charles esfregou a neve em um papel e, usando lentes, verificou que a cor estava contida em grupos de pequenas bolas com 0,0025 centímetros de diâmetro que pareciam ser "os ovos de pequenos moluscos". Mandou amostras para Henslow, e mais tarde "a neve vermelha" foi identificada como o produto de uma alga familiar aos exploradores do Ártico e que Charles chamou de Protococcus nivalis.
Após descer o passo Portillo, fez um comentário muito significativo sobre o papel das cordilheiras na distribuição geográfica das espécies, assunto sobre o qual vinha pensando havia algum tempo (ver p.231). Essa importância fora destacada pelo geólogo Charles Lyell - que mais tarde se tornaria um dos melhores amigos de Charles - no segundo dos três volumes que escreveu sobre princípios de geologia - e que Charles tinha no Beagle.2 No Journal of Researches ele escreveu Charles:
Fiquei muito impressionado com a marcante diferença entre a vegetação desses vales ocidentais e os do lado chileno: no entanto, o clima, assim como o tipo de solo, é quase o mesmo, e a diferença de longitude é insignificante. A mesma observação é verdadeira para os quadrúpedes e, em grau menor, para pássaros e insetos. Posso dar como exemplo os ratos, de que obtive 13 espécies nas margens do Atlântico e cinco nas do Pacífico, nenhuma delas sendo idêntica. Devemos excluir todas as espécies que habitualmente ou ocasionalmente freqüentam montanhas elevadas; e certos pássaros, com âmbito de ação tão ao sul quanto o estreito de Magalhães. Este fato está em perfeito acordo com a história geológica dos Andes; pois essas montanhas existiam como uma grande barreira desde que os animais atuais apareceram; e portanto, a menos que suponhamos que as mesmas espécies foram criadas em dois lugares diferentes, não devemos esperar semelhança maior entre os seres orgânicos de lados opostos dos Andes do que de margens opostas do oceano. Em ambos os casos devemos deixar de fora os tipos que foram capazes de cruzar a barreira, seja de pedra sólida, seja de água salgada.
Nota. Esta é meramente uma ilustração das admiráveis leis, primeiramente estabelecidas por Lyell, a respeito da distribuição geográfica de animais sob a influência de mudanças geológicas. Todo o raciocínio, é claro, está baseado na suposição da imutabilidade das espécies; caso contrário, a diferença nas espécies das duas regiões pode ser considerada como superinduzida durante certo período de tempo.
Um grande número de plantas e animais é absolutamente o mesmo, ou muito próximo ao da Patagônia. Temos aqui cotias, chinchilas, três espécies de tatu, emas, certos tipos de perdizes e outros pássaros, nenhum dos quais se vê no Chile, mas que são animais característicos das planícies desertas da Patagônia. Da mesma forma temos muitos dos mesmos (aos olhos de quem não seja botânico) arbustos agrestes e raquíticos, capins secos e plantas anãs. Até mesmo os besouros pretos que se arrastam lentamente são muito semelhantes, e alguns, acredito eu, após um exame rigoroso, absolutamente idênticos. Para mim sempre foi um motivo de pena termos sido obrigados a desistir da subida do rio Santa Cruz antes de chegar às montanhas: sempre tive a esperança de encontrar alguma grande mudança nos aspectos da região; mas agora tenho a certeza de que seria o mesmo que seguir as planícies da Patagônia, só que em uma subida montanhosa.
A nota explicando o argumento de que as espécies eram imutáveis foi, é claro, acrescentada pouco depois de Charles ter iniciado seu primeiro e estritamente privado caderno sobre a transmutação das espécies, em julho de 1837; mas em 1845 ele ainda tinha o cuidado de não dar qualquer indicação da mudança drástica de seus pontos de vista, que só seriam revelados com a publicação de A origem das espécies, em 1859.
DICA PARA AS MULHERES - Orgasmo Feminino
Na hora da relação sexual, atingir o orgasmo ainda é uma grande dificuldade para boa parte das mulheres. Dados da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontam que 18,2% das brasileiras recebem o diagnóstico de anorgasmia (ausência de orgasmo) e 5,2% de inibição sexual generalizada, que aponta para problemas de excitação durante as relações sexuais.
Mas, por que chegar ao clímax é assim tão complicado? De acordo com a terapeuta sexual Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), o que mais acarreta problemas é o lado psicológico da mulher. "A grande maioria dos diagnósticos de distúrbios sexuais é de natureza psicológica, social ou cultural. Somente 13% das pacientes têm problemas de natureza orgânica, como alterações hormonais ou distúrbios originados por alguma doença", explica.
A falta do orgasmo faz muitas mulheres acreditarem que são frígidas pelo fato de não chegarem ao orgasmo. Mas nem sempre é esse o motivo, já que a frigidez se caracteriza quando a mulher não apresenta nenhum desejo sexual. "Na realidade, ela não chega ao orgasmo porque não tem vontade alguma de fazer sexo. Outra característica do problema é a falta de lubrificação vaginal", diz o ginecologista.
Chegando lá
Ter paciência e conhecer o próprio corpo pode ser um grande passo para conseguir alcançar o clímax. "As mulheres, em geral, apresentam uma demora maior quando o assunto é chegar ao orgasmo, isso é fisiológico", explica o ginecologista e obstetra Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano. "Os homens são mais rápidos, mas a relação sexual vai muito além da penetração, que normalmente é o que leva ao orgasmo masculino", diz ele. "Todo o preparo prévio, seja o clima romântico, as preliminares ou as carícias são fundamentais para que as mulheres cheguem ao orgasmo com mais facilidade", diz ele. Mas não é só isso.
Muitas vezes, pequenas atitudes podem agilizar o processo. A consultora de RH, Renata, diz que só resolveu o problema depois de reconhecer o que a fazia sentir prazer. "Namorava há mais de dois anos e nunca tinha chegado ao orgasmo. Então, resolvi procurar ajuda de um especialista, que sugeriu que eu me tocasse para conhecer melhor meu corpo, além de conversar abertamente com meu namorado. Segui seus conselhos e consegui me soltar mais na cama, e, consequentemente, o orgasmo apareceu", diz.
Outras alternativas
Para facilitar a chegada ao orgasmo, é preciso conhecer o corpo feminino, e isso vale tanto para os homens quanto para as próprias mulheres. A masturbação é uma aliada, quando o assunto é chegar ao clímax, e a mulher pode usar o artifício em diversas ocasiões. "A mulher pode se masturbar sozinha, seja para reconhecer o corpo ou para sentir prazer, mas também pode usar o método durante as relações sexuais para provocar a excitação", diz o especialista.
"A mulher pode se masturbar sozinha, mas também pode usar o método durante as relações sexuais"Dicas para atingir o orgasmo com mais facilidade
- Converse com o seu parceiro
- Não se prenda só ao orgasmo, aproveite as preliminares
- Toque seu próprio corpo
- Fale o que você deseja na hora do sexo
- Esqueça os problemas e aproveite o momento
Como reconhecer que você teve um orgasmo
- Podem acontecer contrações involuntárias da plataforma orgástica (parte externa da vagina)
- O clitóris fica ereto e sensível ao toque
- Os lábios vaginais ficam inchados e podem ficar mais escuros
- A respiração, a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos aumentam
- Perde-se o controle muscular voluntário, podendo ocorrer diversas contrações de músculos, do rosto, braços e pernas
- Segundos depois do orgasmo, pode aparecer uma sensação de relaxamento e tranquilidade
Mas, por que chegar ao clímax é assim tão complicado? De acordo com a terapeuta sexual Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), o que mais acarreta problemas é o lado psicológico da mulher. "A grande maioria dos diagnósticos de distúrbios sexuais é de natureza psicológica, social ou cultural. Somente 13% das pacientes têm problemas de natureza orgânica, como alterações hormonais ou distúrbios originados por alguma doença", explica.
A falta do orgasmo faz muitas mulheres acreditarem que são frígidas pelo fato de não chegarem ao orgasmo. Mas nem sempre é esse o motivo, já que a frigidez se caracteriza quando a mulher não apresenta nenhum desejo sexual. "Na realidade, ela não chega ao orgasmo porque não tem vontade alguma de fazer sexo. Outra característica do problema é a falta de lubrificação vaginal", diz o ginecologista.
Chegando lá
Ter paciência e conhecer o próprio corpo pode ser um grande passo para conseguir alcançar o clímax. "As mulheres, em geral, apresentam uma demora maior quando o assunto é chegar ao orgasmo, isso é fisiológico", explica o ginecologista e obstetra Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano. "Os homens são mais rápidos, mas a relação sexual vai muito além da penetração, que normalmente é o que leva ao orgasmo masculino", diz ele. "Todo o preparo prévio, seja o clima romântico, as preliminares ou as carícias são fundamentais para que as mulheres cheguem ao orgasmo com mais facilidade", diz ele. Mas não é só isso.
Muitas vezes, pequenas atitudes podem agilizar o processo. A consultora de RH, Renata, diz que só resolveu o problema depois de reconhecer o que a fazia sentir prazer. "Namorava há mais de dois anos e nunca tinha chegado ao orgasmo. Então, resolvi procurar ajuda de um especialista, que sugeriu que eu me tocasse para conhecer melhor meu corpo, além de conversar abertamente com meu namorado. Segui seus conselhos e consegui me soltar mais na cama, e, consequentemente, o orgasmo apareceu", diz.
Outras alternativas
Para facilitar a chegada ao orgasmo, é preciso conhecer o corpo feminino, e isso vale tanto para os homens quanto para as próprias mulheres. A masturbação é uma aliada, quando o assunto é chegar ao clímax, e a mulher pode usar o artifício em diversas ocasiões. "A mulher pode se masturbar sozinha, seja para reconhecer o corpo ou para sentir prazer, mas também pode usar o método durante as relações sexuais para provocar a excitação", diz o especialista.
"A mulher pode se masturbar sozinha, mas também pode usar o método durante as relações sexuais"Dicas para atingir o orgasmo com mais facilidade
- Converse com o seu parceiro
- Não se prenda só ao orgasmo, aproveite as preliminares
- Toque seu próprio corpo
- Fale o que você deseja na hora do sexo
- Esqueça os problemas e aproveite o momento
Como reconhecer que você teve um orgasmo
- Podem acontecer contrações involuntárias da plataforma orgástica (parte externa da vagina)
- O clitóris fica ereto e sensível ao toque
- Os lábios vaginais ficam inchados e podem ficar mais escuros
- A respiração, a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos aumentam
- Perde-se o controle muscular voluntário, podendo ocorrer diversas contrações de músculos, do rosto, braços e pernas
- Segundos depois do orgasmo, pode aparecer uma sensação de relaxamento e tranquilidade
Tabagismo
Não se iluda: o tabagismo é doença, sim. E precisa tratamento. No Brasil, esses pacientes representam 22% da população. No mundo, estima-se mais de um bilhão de pessoas fumem. O fato é que o vício, apesar de não ter restrições legais, está por trás de muitos casos de infarto, derrame, enfisema de pulmão e tumores. Com apenas quatro cigarros por dia, seu risco de ter um infarto já dispara e diminuir essa quantidade não refresca a situação. Metade dos fumantes vai morrer em decorrência do vício, o que significa 3,5 milhões de mortes no mundo a cada ano ou cerca de dez mil por dia.
O problema é que as doenças relacionadas ao cigarro podem demorar mais de 20 anos para se manifestar, explicando, em parte, por que muitos fumantes simplesmente não querem parar. Eles têm a falsa ilusão de que se trata de um problema futuro. Ledo engano: a cada tragada, o organismo já sente as conseqüências das mais de quatro mil substâncias tóxicas que o cigarro tem e parar, depois de tantos anos, é uma tarefa hercúlea.
Por que eu fumo?
A maioria das pessoas não pensa nos motivos que as levam a fumar. Mas descobrir as razões e os momentos que o fazem fumar podem lhe ajudar a escolher uma estratégia mais eficaz para acabar com o vício. Você pode fumar por inúmeras razões:
Para aliviar a tensão, especialmente depois de discussões ou durante momentos de stress, quando você fica bravo ou contrariado
Para controlar o peso, ou porque você quer mantê-lo baixo ou porque você tem medo de engordar ao parar de fumar
Pelas sensações que o fumo proporciona a você. Seja para animá-lo, melhorar sua concentração ou dar mais energia
Para se enturmar ao reunir seus amigos
Por que crianças e adolescentes fumam?
Muitas crianças e adolescentes fumam porque seus amigos fumam. Filmes e programas de televisão podem fazer o tabaco se tornar algo cheio de glamour e atraente. Adolescentes, principalmente as meninas, freqüentemente fumam para controlar o peso. Jovens podem pensar que ao fumar vão parecer mais maduros e independentes para seus colegas. Ou até para se rebelar contra os pais. Crianças e adolescentes estão mais propensos a fumar se os pais fumam. Este é bom motivo para você que é pai ou mãe largar o vício do fumo.
Dependência
Infelizmente, nem sempre o tabagismo foi considerado doença. Foi somente no final dos anos 1980, com a descoberta dos receptores da nicotina no cérebro e seu poder de viciar (maior do que drogas como cocaína e heroína), que a coisa mudou de figura.
Hoje sabe-se que os receptores específicos para a nicotina no cérebro, quando ativados, liberam substâncias que garantem sensação de prazer. É por isso que um cigarrinho já basta para amenizar sintomas de ansiedade e depressão. Diga-se, não à toa tem ganhado muitos adeptos nestes tempos de estresse crônico.
Na busca por essa sensação de bem-estar, a pessoa passa a acender um cigarro atrás do outro, condicionando-se. Nos viciados, deixar de fumar por algumas horas dá uma sensação terrível e um desejo incontrolável de tragar - é a síndrome da abstinência. Quem fuma mais de 15 por dia é considerado grande dependente.
Abstinência de nicotina
Quando as pessoas usam o tabaco de forma regular, o corpo delas desenvolve uma necessidade por nicotina. Se elas não ingerirem a nicotina, elas começam a ter sintomas de abstinência. Esses
sintomas variam de pessoa para pessoa e dependem do quanto de nicotina a pessoa está acostumada a ingerir. Quanto maior a quantidade, mais fortes são os sintomas:
Cansaço
Irritação
Nervosismo
Ansiedade
Tristeza ou depressão
Fome maior do que usual
Pessoas que estejam com abstinência da nicotina podem achar difícil:
Dormir
Lidar com o estresse
Concentrar-se
A abstinência da nicotina começa normalmente 24 depois de a pessoa parar de fumar ou de usar substâncias com tabaco. Os sintomas podem piorar entre 24 e 48 horas depois de a pessoa parar de fumar e podem durar poucos dias ou até quatro semanas. A duração média dos sintomas é de três a quatro semanas. A vontade de fumar e o aumento do apetite podem durar meses. O tratamento para a abstinência inclui remédios, terapia ou grupos de apoio, uma dieta e exercícios regulares.
Fumar para melhorar o humor ou aliviar a tensão
Pergunte a você mesmo algumas questões para descobrir se você fuma para aliviar a tensão, a irritação, o stress ou para melhorar o humor.
Fumar vem à sua cabeça automaticamente quando você está frustrado, tenso, nervoso ou triste?
Fumar lhe acalma quando você está nervoso?
Você fuma mais cigarros quando está nervoso?
Se você já tentou parar de fumar no passado, você sentiu mais a falta do cigarro quando estava em período de maior stress?
O alívio que você sente ao fumar vem do ato de tirar um tempo para fumar e também dos efeitos químicos da nicotina no cérebro. Se você retornar ao ambiente estressante logo depois de acabar o cigarro, a tensão logo voltará e você precisará de outro cigarro. O cigarro, na verdade, não faz a tensão, o stress ou depressão sumirem. A única forma de realmente controlar o stress na sua vida é identificar o que causa o stress e aprender a mudar o jeito que você reage a situações estressantes.
Fumar para controlar o peso
É verdade que a nicotina presente nos produtos de tabaco reduz seu apetite e lhe anima quando você sente que o nível de energia está caindo por causa da fome. Mas esses efeitos não duram e, antes que você espere, já está com fome de novo. Usar o cigarro para manter o peso baixo tem outras desvantagens. Fumar não faz nada por seus músculos. Você pode até perder peso, mas seus não estarão tonificados e você também não terá a energia que vem da combinação de exercícios e alimentação correta. Se você está fumando porque tem medo de ganhar peso quando parar, lembre-se que nem todo mundo engorda quando deixa de fumar.
Sensações que o fumo proporciona
Pense em que momentos do dia o cigarroé necessário:
Depois que os efeitos do café da manhã começam a passar?
Perto das refeições?
Depois de ficar parado por um longo tempo?
Às vezes as pessoas fumam para ganhar concentração ou se manter alertas. A nicotina presente nos produtos de tabaco geralmente é suficiente para despertar seu cérebro, mas não há substituto a uma boa noite de sono, alimentação saudável, exercícios e curtir a vida.
Para se enturmar
Fumar pode ser uma coisa muito importante na sua vida social. Você fuma automaticamente quando está ao lado de alguém que fuma? Algumas pessoas, lugares ou coisas parecem fazer você querer fumar? Seus amigos fumam? Os amigos se importam um com os outros, dão apoio e fazem atividades juntos para confirmar as afinidades que possuem. Mas por que compartilhar uma atividade que coloca sua vida em risco? Se seus amigos fumam, pergunte se eles não querem parar também. Talvez muitos se convençam que seja hora de parar. Um poderá ajudar o outro. Caso eles não queiram, peça que não fumem perto de você, não lhe oferecem cigarros ou não deixem cigarros por perto.
Adolescentes e tabaco
Você pode ter começado a fumar para se adequar a seus amigos. Ou talvez seus pais fumem. Qualquer que seja o motivo que o levou a fumar, há muito mais razões para parar:
Você estará controlando mais sua vida depois que você parar de fumar
Você ficará mais bonito. Seu cabelo, suas roupas e sua respiração ficarão melhores e seu dente ficará mais branco. Adolescentes sempre dizem que preferem namorar ou beijar quem não fuma
Some o quanto você gasta por semana, mês ou ano com cigarros. O que mais você poderá fazer com o dinheiro?
Fumar causa mau-hálito, problemas nos dentes, dores ou manchas na boca
Fumar não é um jeito inteligente de perder peso ou evitar de ganhar peso. Atividade física é uma forma muito melhor de controlar o peso e isso vai dar mais massa muscular. Embora algumas pessoas ganhem peso depois que param de fumar, isso é temporário. Em alguns casos, ocorre até perda de peso porque as pessoas se tornam mais ativas depois que param de fumar
Depois que você pára de fumar, você irá se cansar menos depois das atividades físicas
Por que parar?
A decisão de parar tem ser uma decisão sua, mas você não precisa tomá-la sozinho. Converse com sua família, amigos e procure um médico para ajudá-lo. Parar é difícil, mas pode ficar bem mais fácil se você contar com ajuda de quem confia e traçar um plano.
* Prepare-se. Você não precisa parar imediatamente, mas marque uma data para parar. Escolha um momento no qual você não esteja vivendo um período de estresse. Livre-se de cinzeiros e isqueiros. Não deixe ninguém fumar na sua casa.
* Mude seus hábitos. Por exemplo, se você fuma depois de comer, ocupe o tempo com uma caminhada, por exemplo.
* Tome remédios. Isto pode ajudar a reduzir a ansiedade e o estresse. Você pode usar chiclete de nicotina, pastilhas ou adesivos. Seu médico também pode prescrever um remédio, como bupropina (Zyban) ou varenicline (Chantix). Ao utilizar produtos que repõem nicotina ou remédios, suas chances de sucesso dobram.
* Procure ajuda. Obtenha ajuda de programas anti-tabagismo ou de grupos de apoio. Uma vez que você tenha parado, mantenha-se firme. Não dê nem mesmo uma tragada. Estou pronto para parar? Pensar em parar de fumar é o primeiro e mais importante passo. Você terá mais sucesso se souber o quanto está preparado para parar.
Tudo bem se você não estiver pronto neste momento. Mas, você pode querer parar em breve. Então, continue se informando sobre o assunto e se preparando para quando chegar a hora.
Você consegue. Por que é tão difícil parar? Parar de fumar é difícil por que nosso corpo sente necessidade da nicotina encontrada no cigarro. Parar é mais do que largar um mau hábito. Seu corpo precisa parar de sentir falta da nicotina, daquilo em que você acabou se viciando. Chiclete de nicotina, pastilha ou adesivos podem ajudar a reduzir a ansiedade sem o efeito nocivo do cigarro. Seu médico pode também passar remédio para ajudar a minimizar o estresse. Você pode mascar tabaco quando está estressado. Ou talvez fume um cigarro com café. Quando parar, você precisará encontrar outras maneiras para fazer estas coisas. Por exemplo, ligue para um amigo ou faça respiração profunda quando se sentir estressado. Tente mascar chicletes sem açúcar em vez de acender um cigarro. E se eu me sentir mal quando tentar parar? Você pode se sentir ansioso, irritado ou triste quando parar pela primeira vez. Também pode ter problemas para dormir, e seu apetite pode aumentar. Mas você não se sentirá mal para sempre, este é só o período de abstinência. Além disso, os remédios podem ajudar. Mascar chicletes de nicotina pode minimizar a ansiedade e fazê-lo se sentir melhor.
Vou engordar? É natural achar que vai engordar assim que parar de fumar. Isso porque boa parte das pessoas fica mais ansiosa e acaba aliviando essa tensão comendo mais. Mas não deixe essa preocupação atrapalhar os seus planos. Busque outras válvulas de escape bem mais saudáveis para sua ansiedade e tensão. Caminhe, se exercite, converse com seus amigos; Lembre-se: ainda que você ganhe alguns quilos, vai ganhar também muito mais saúde. E ainda economizará um bom dinheiro todo mês. Você pode seguir algumas dicas para reduzir as chances de engordar: Tente se manter ativo. Exercícios podem melhor também seu humor Coma mais frutas, vegetais e todos os tipos de grãos, e menos comidas ricas em gordura. Não tente substituir comida por tabaco. Em vez disso, ponha na boca um canudo ou palito. No início, os remédios que lhe ajudarão a parar de fumar também podem lhe auxiliar a evitar engordar.
E se eu voltar a fumar? Algumas pessoas param na primeira tentativa. Mas a maioria pára e volta muitas vezes antes de conseguir de fato. Se voltar a fumar, não desista. Cada vez que parar, mesmo que seja por pouco tempo, você está mais perto do seu objetivo. Lembre-se que ao parar de fumar você pode evitar sérios problemas de saúde e viver mais. Cada vez que você pára, aprende mais sobre o que ajuda a ter sucesso. Pense por que você voltou a fumar, e faça planos para dar tudo certo da próxima vez. Você vai conseguir! Aparência mais jovem e um corpo saudável
Quando você pára de fumar, ganha muitos benefícios físicos:
1. Volta a sentir o sabor das coisas
2. O olfato melhora
3. Sua voz pode melhorar, já que a irritação na garganta causada pelo cigarro é reduzida
4. Seu cabelo e sua respiração não vão mais ficar cheirando a fumaça
5. A respiração melhora profundamente
6. Você terá mais energia
7. Pessoas que fumam têm mais rugas e outros sinais de idade
8. Quem fuma tem quatro vezes mais chance de ter o cabelo branco de forma prematura
Homens que fumam têm uma probabilidade duas vezes maior de ficar careca
Prepare-se para parar
Quando você sente prazer em fumar, é difícil pensar em parar. Estar preparado pode ajudar. Antes de jogar o cigarro fora, prepare-se para uma vida sem nicotina.
Motivação.
O que poderia motivá-lo a parar de fumar? Pense nisso. Manter-se saudável é um bom motivo para os adolescentes pararem de fumar. Talvez você queira ter mais o controle de sua vida do que se sentir controlado pelo cigarro.
Riscos.
Quais os riscos associados ao fumo? Faça uma lista. Converse sobre isso com o seu médico. Você pode se preocupar com: Problemas de saúde. Você perde o fôlego quando sobe escadas? Seus sintomas de asma estão piorando? Você está tossindo muito?
Riscos à saúde de longo prazo.
Você teme um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC)? E alguma doença pulmonar ou câncer? Riscos aos outros. Você teme que membros da sua família tenham câncer de pulmão ou doenças do coração? Você já pensou que seus filhos podem começar a fumar por conta do seu exemplo? Você está ciente que seu bebê pode ter morte precoce se você fuma? Talvez seus filhos tenham infecções de ouvido regularmente. Você está consciente que seus filhos possam vir a sofrer de asma?
Recompensas. O que você ganha em parar? Você pode:
* Ter uma aparência mais jovem e um corpo saudável
* Dê um bom exemplo aos outros, especialmente às crianças. Se você fuma, seu filho tem maior tendência a fumar. Se seu filho adolescente fuma, ele tem 1,5 vezes mais chances de parar de fumar se você der o exemplo
* Se seu filho nunca fumou durante a adolescência, há maior probabilidade de ele nunca começar a fumar no futuro
* Economize dinheiro abandonando as despesas com fumo.
Dificuldades
O que poderia fazê-lo voltar a fumar? Tentações podem ser eventos, lugares ou mesmo pessoas. Você tem o hábito de fumar depois do almoço ou durante o happy hour nas sextas-feiras? Você não pode evitar sempre esses perigos. Mas pode desenvolver uma estratégia para ajudá-lo.
Outras barreiras e possíveis soluções incluem: Abstinência de nicotina. Pessoas que fumam diariamente têm sintomas (como irritabilidade, insônia ou falta de concentração) quando tentam parar de fumar. Há medicações que podem ajudar a controlar esses sintomas. Começar um novo hobby e fazer exercícios também pode ser benéfico.
Tentativa fracassada. Se você não conseguiu parar anteriormente, não seja duro consigo mesmo. Estudos mostram que cada vez que você pára, fica mais forte e aprende mais sobre o que ajuda e atrapalha nesse processo. Muitas pessoas tentam parar muitas vezes antes que isso finalmente aconteça
Ganhar peso. Você pode engordar quando deixar de fumar. Não tente evitar isso adotando uma dieta rigorosa ao mesmo tempo. Isto tornará o processo ainda mais difícil. Em vez disso, mantenha-se ativo o que ajuda a queimar calorias. Muitos medicamentos que ajudam a parar de fumar também podem contribuir para evitar que você engorde até estar pronto para lidar com os quilos extras.
Depressão. Remédios e terapia podem ajudar a tratar depressão Falta de apoio da família ou amigos. Encontrar pessoas que valorizem seus esforços pode aumentar suas chances de parar.
Estresse. O estresse pode levar de volta ao fumo. Aprenda novas maneiras de tratar o estresse para vencer essa dificuldade.
Álcool. Ingerir bebida alcoólica pode aumentar sua vontade de fumar. Você pode tentar beber menos durante as três primeiras semanas sem o cigarro.
Morar com fumante. Se a pessoa decidisse parar também, seria mais fácil para você. Se essa opção não existe, converse com ela para não fumar perto de você. Sentir falta de hábitos ou rituais ligados ao fumo ou não ser capaz de evitar tentações que o levam a um cigarro ou cachimbo.
Uma estratégia que não funciona bem é substituir cigarros por charutos ou cachimbos como um primeiro passo para deixar de fumar. Passar a fumar um cigarro "light" também é outra estratégia errada. Esses cigarros "light" não são mais seguros que os cigarros tradicionais.
Adolescentes, especialmente garotas, temem engordar, não se dar bem em eventos sociais ou não ser capazes de contornar situações estressantes se pararem de fumar. Roupas da moda e mais disposição podem aumentar suas chances de se dar bem. Além disso, sentir-se bem fisicamente pode ajudar os adolescentes a lidar com o estresse de uma maneira mais saudável do que por meio do cigarro.
Repetição. Lembre-se sempre por que você quer parar de fumar. Faça uma lista de suas razões para parar e os benefícios futuros. Ponha essa lista na cabeceira da cama, na sua carteira, ou na geladeira. Dê uma olhada nela sempre que puder, durante o período de luta contra o cigarro. Adicione a qualquer momento alguma outra razão ou novo benefício, caso você lembre. Se você já tiver tentado parar antes, lembre-se que a maioria das pessoas tenta muitas vezes antes de conseguir pra valer. Não desista.
Breve Glossário
Glossário
Aterosclerose: formação de placas nas artérias que levam aos temidos entupimentos
Infarto: morte do tecido por falta de irrigação. O mais temido é o infarto do miocárdio, que lesa o tecido cardíaco.
Receptores: moléculas em que outras substâncias se encaixam como uma chave na fechadura
Terapia cognitivo-comportamental: linha de psicoterapia que ensina o paciente a conhecer os motivos de seus comportamentos e seus condicionamentos
Antidepressivo: medicamento que age em neurotransmissores cerebrais para combater sintomas da depressão
O problema é que as doenças relacionadas ao cigarro podem demorar mais de 20 anos para se manifestar, explicando, em parte, por que muitos fumantes simplesmente não querem parar. Eles têm a falsa ilusão de que se trata de um problema futuro. Ledo engano: a cada tragada, o organismo já sente as conseqüências das mais de quatro mil substâncias tóxicas que o cigarro tem e parar, depois de tantos anos, é uma tarefa hercúlea.
Por que eu fumo?
A maioria das pessoas não pensa nos motivos que as levam a fumar. Mas descobrir as razões e os momentos que o fazem fumar podem lhe ajudar a escolher uma estratégia mais eficaz para acabar com o vício. Você pode fumar por inúmeras razões:
Para aliviar a tensão, especialmente depois de discussões ou durante momentos de stress, quando você fica bravo ou contrariado
Para controlar o peso, ou porque você quer mantê-lo baixo ou porque você tem medo de engordar ao parar de fumar
Pelas sensações que o fumo proporciona a você. Seja para animá-lo, melhorar sua concentração ou dar mais energia
Para se enturmar ao reunir seus amigos
Por que crianças e adolescentes fumam?
Muitas crianças e adolescentes fumam porque seus amigos fumam. Filmes e programas de televisão podem fazer o tabaco se tornar algo cheio de glamour e atraente. Adolescentes, principalmente as meninas, freqüentemente fumam para controlar o peso. Jovens podem pensar que ao fumar vão parecer mais maduros e independentes para seus colegas. Ou até para se rebelar contra os pais. Crianças e adolescentes estão mais propensos a fumar se os pais fumam. Este é bom motivo para você que é pai ou mãe largar o vício do fumo.
Dependência
Infelizmente, nem sempre o tabagismo foi considerado doença. Foi somente no final dos anos 1980, com a descoberta dos receptores da nicotina no cérebro e seu poder de viciar (maior do que drogas como cocaína e heroína), que a coisa mudou de figura.
Hoje sabe-se que os receptores específicos para a nicotina no cérebro, quando ativados, liberam substâncias que garantem sensação de prazer. É por isso que um cigarrinho já basta para amenizar sintomas de ansiedade e depressão. Diga-se, não à toa tem ganhado muitos adeptos nestes tempos de estresse crônico.
Na busca por essa sensação de bem-estar, a pessoa passa a acender um cigarro atrás do outro, condicionando-se. Nos viciados, deixar de fumar por algumas horas dá uma sensação terrível e um desejo incontrolável de tragar - é a síndrome da abstinência. Quem fuma mais de 15 por dia é considerado grande dependente.
Abstinência de nicotina
Quando as pessoas usam o tabaco de forma regular, o corpo delas desenvolve uma necessidade por nicotina. Se elas não ingerirem a nicotina, elas começam a ter sintomas de abstinência. Esses
sintomas variam de pessoa para pessoa e dependem do quanto de nicotina a pessoa está acostumada a ingerir. Quanto maior a quantidade, mais fortes são os sintomas:
Cansaço
Irritação
Nervosismo
Ansiedade
Tristeza ou depressão
Fome maior do que usual
Pessoas que estejam com abstinência da nicotina podem achar difícil:
Dormir
Lidar com o estresse
Concentrar-se
A abstinência da nicotina começa normalmente 24 depois de a pessoa parar de fumar ou de usar substâncias com tabaco. Os sintomas podem piorar entre 24 e 48 horas depois de a pessoa parar de fumar e podem durar poucos dias ou até quatro semanas. A duração média dos sintomas é de três a quatro semanas. A vontade de fumar e o aumento do apetite podem durar meses. O tratamento para a abstinência inclui remédios, terapia ou grupos de apoio, uma dieta e exercícios regulares.
Fumar para melhorar o humor ou aliviar a tensão
Pergunte a você mesmo algumas questões para descobrir se você fuma para aliviar a tensão, a irritação, o stress ou para melhorar o humor.
Fumar vem à sua cabeça automaticamente quando você está frustrado, tenso, nervoso ou triste?
Fumar lhe acalma quando você está nervoso?
Você fuma mais cigarros quando está nervoso?
Se você já tentou parar de fumar no passado, você sentiu mais a falta do cigarro quando estava em período de maior stress?
O alívio que você sente ao fumar vem do ato de tirar um tempo para fumar e também dos efeitos químicos da nicotina no cérebro. Se você retornar ao ambiente estressante logo depois de acabar o cigarro, a tensão logo voltará e você precisará de outro cigarro. O cigarro, na verdade, não faz a tensão, o stress ou depressão sumirem. A única forma de realmente controlar o stress na sua vida é identificar o que causa o stress e aprender a mudar o jeito que você reage a situações estressantes.
Fumar para controlar o peso
É verdade que a nicotina presente nos produtos de tabaco reduz seu apetite e lhe anima quando você sente que o nível de energia está caindo por causa da fome. Mas esses efeitos não duram e, antes que você espere, já está com fome de novo. Usar o cigarro para manter o peso baixo tem outras desvantagens. Fumar não faz nada por seus músculos. Você pode até perder peso, mas seus não estarão tonificados e você também não terá a energia que vem da combinação de exercícios e alimentação correta. Se você está fumando porque tem medo de ganhar peso quando parar, lembre-se que nem todo mundo engorda quando deixa de fumar.
Sensações que o fumo proporciona
Pense em que momentos do dia o cigarroé necessário:
Depois que os efeitos do café da manhã começam a passar?
Perto das refeições?
Depois de ficar parado por um longo tempo?
Às vezes as pessoas fumam para ganhar concentração ou se manter alertas. A nicotina presente nos produtos de tabaco geralmente é suficiente para despertar seu cérebro, mas não há substituto a uma boa noite de sono, alimentação saudável, exercícios e curtir a vida.
Para se enturmar
Fumar pode ser uma coisa muito importante na sua vida social. Você fuma automaticamente quando está ao lado de alguém que fuma? Algumas pessoas, lugares ou coisas parecem fazer você querer fumar? Seus amigos fumam? Os amigos se importam um com os outros, dão apoio e fazem atividades juntos para confirmar as afinidades que possuem. Mas por que compartilhar uma atividade que coloca sua vida em risco? Se seus amigos fumam, pergunte se eles não querem parar também. Talvez muitos se convençam que seja hora de parar. Um poderá ajudar o outro. Caso eles não queiram, peça que não fumem perto de você, não lhe oferecem cigarros ou não deixem cigarros por perto.
Adolescentes e tabaco
Você pode ter começado a fumar para se adequar a seus amigos. Ou talvez seus pais fumem. Qualquer que seja o motivo que o levou a fumar, há muito mais razões para parar:
Você estará controlando mais sua vida depois que você parar de fumar
Você ficará mais bonito. Seu cabelo, suas roupas e sua respiração ficarão melhores e seu dente ficará mais branco. Adolescentes sempre dizem que preferem namorar ou beijar quem não fuma
Some o quanto você gasta por semana, mês ou ano com cigarros. O que mais você poderá fazer com o dinheiro?
Fumar causa mau-hálito, problemas nos dentes, dores ou manchas na boca
Fumar não é um jeito inteligente de perder peso ou evitar de ganhar peso. Atividade física é uma forma muito melhor de controlar o peso e isso vai dar mais massa muscular. Embora algumas pessoas ganhem peso depois que param de fumar, isso é temporário. Em alguns casos, ocorre até perda de peso porque as pessoas se tornam mais ativas depois que param de fumar
Depois que você pára de fumar, você irá se cansar menos depois das atividades físicas
Por que parar?
A decisão de parar tem ser uma decisão sua, mas você não precisa tomá-la sozinho. Converse com sua família, amigos e procure um médico para ajudá-lo. Parar é difícil, mas pode ficar bem mais fácil se você contar com ajuda de quem confia e traçar um plano.
* Prepare-se. Você não precisa parar imediatamente, mas marque uma data para parar. Escolha um momento no qual você não esteja vivendo um período de estresse. Livre-se de cinzeiros e isqueiros. Não deixe ninguém fumar na sua casa.
* Mude seus hábitos. Por exemplo, se você fuma depois de comer, ocupe o tempo com uma caminhada, por exemplo.
* Tome remédios. Isto pode ajudar a reduzir a ansiedade e o estresse. Você pode usar chiclete de nicotina, pastilhas ou adesivos. Seu médico também pode prescrever um remédio, como bupropina (Zyban) ou varenicline (Chantix). Ao utilizar produtos que repõem nicotina ou remédios, suas chances de sucesso dobram.
* Procure ajuda. Obtenha ajuda de programas anti-tabagismo ou de grupos de apoio. Uma vez que você tenha parado, mantenha-se firme. Não dê nem mesmo uma tragada. Estou pronto para parar? Pensar em parar de fumar é o primeiro e mais importante passo. Você terá mais sucesso se souber o quanto está preparado para parar.
Tudo bem se você não estiver pronto neste momento. Mas, você pode querer parar em breve. Então, continue se informando sobre o assunto e se preparando para quando chegar a hora.
Você consegue. Por que é tão difícil parar? Parar de fumar é difícil por que nosso corpo sente necessidade da nicotina encontrada no cigarro. Parar é mais do que largar um mau hábito. Seu corpo precisa parar de sentir falta da nicotina, daquilo em que você acabou se viciando. Chiclete de nicotina, pastilha ou adesivos podem ajudar a reduzir a ansiedade sem o efeito nocivo do cigarro. Seu médico pode também passar remédio para ajudar a minimizar o estresse. Você pode mascar tabaco quando está estressado. Ou talvez fume um cigarro com café. Quando parar, você precisará encontrar outras maneiras para fazer estas coisas. Por exemplo, ligue para um amigo ou faça respiração profunda quando se sentir estressado. Tente mascar chicletes sem açúcar em vez de acender um cigarro. E se eu me sentir mal quando tentar parar? Você pode se sentir ansioso, irritado ou triste quando parar pela primeira vez. Também pode ter problemas para dormir, e seu apetite pode aumentar. Mas você não se sentirá mal para sempre, este é só o período de abstinência. Além disso, os remédios podem ajudar. Mascar chicletes de nicotina pode minimizar a ansiedade e fazê-lo se sentir melhor.
Vou engordar? É natural achar que vai engordar assim que parar de fumar. Isso porque boa parte das pessoas fica mais ansiosa e acaba aliviando essa tensão comendo mais. Mas não deixe essa preocupação atrapalhar os seus planos. Busque outras válvulas de escape bem mais saudáveis para sua ansiedade e tensão. Caminhe, se exercite, converse com seus amigos; Lembre-se: ainda que você ganhe alguns quilos, vai ganhar também muito mais saúde. E ainda economizará um bom dinheiro todo mês. Você pode seguir algumas dicas para reduzir as chances de engordar: Tente se manter ativo. Exercícios podem melhor também seu humor Coma mais frutas, vegetais e todos os tipos de grãos, e menos comidas ricas em gordura. Não tente substituir comida por tabaco. Em vez disso, ponha na boca um canudo ou palito. No início, os remédios que lhe ajudarão a parar de fumar também podem lhe auxiliar a evitar engordar.
E se eu voltar a fumar? Algumas pessoas param na primeira tentativa. Mas a maioria pára e volta muitas vezes antes de conseguir de fato. Se voltar a fumar, não desista. Cada vez que parar, mesmo que seja por pouco tempo, você está mais perto do seu objetivo. Lembre-se que ao parar de fumar você pode evitar sérios problemas de saúde e viver mais. Cada vez que você pára, aprende mais sobre o que ajuda a ter sucesso. Pense por que você voltou a fumar, e faça planos para dar tudo certo da próxima vez. Você vai conseguir! Aparência mais jovem e um corpo saudável
Quando você pára de fumar, ganha muitos benefícios físicos:
1. Volta a sentir o sabor das coisas
2. O olfato melhora
3. Sua voz pode melhorar, já que a irritação na garganta causada pelo cigarro é reduzida
4. Seu cabelo e sua respiração não vão mais ficar cheirando a fumaça
5. A respiração melhora profundamente
6. Você terá mais energia
7. Pessoas que fumam têm mais rugas e outros sinais de idade
8. Quem fuma tem quatro vezes mais chance de ter o cabelo branco de forma prematura
Homens que fumam têm uma probabilidade duas vezes maior de ficar careca
Prepare-se para parar
Quando você sente prazer em fumar, é difícil pensar em parar. Estar preparado pode ajudar. Antes de jogar o cigarro fora, prepare-se para uma vida sem nicotina.
Motivação.
O que poderia motivá-lo a parar de fumar? Pense nisso. Manter-se saudável é um bom motivo para os adolescentes pararem de fumar. Talvez você queira ter mais o controle de sua vida do que se sentir controlado pelo cigarro.
Riscos.
Quais os riscos associados ao fumo? Faça uma lista. Converse sobre isso com o seu médico. Você pode se preocupar com: Problemas de saúde. Você perde o fôlego quando sobe escadas? Seus sintomas de asma estão piorando? Você está tossindo muito?
Riscos à saúde de longo prazo.
Você teme um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC)? E alguma doença pulmonar ou câncer? Riscos aos outros. Você teme que membros da sua família tenham câncer de pulmão ou doenças do coração? Você já pensou que seus filhos podem começar a fumar por conta do seu exemplo? Você está ciente que seu bebê pode ter morte precoce se você fuma? Talvez seus filhos tenham infecções de ouvido regularmente. Você está consciente que seus filhos possam vir a sofrer de asma?
Recompensas. O que você ganha em parar? Você pode:
* Ter uma aparência mais jovem e um corpo saudável
* Dê um bom exemplo aos outros, especialmente às crianças. Se você fuma, seu filho tem maior tendência a fumar. Se seu filho adolescente fuma, ele tem 1,5 vezes mais chances de parar de fumar se você der o exemplo
* Se seu filho nunca fumou durante a adolescência, há maior probabilidade de ele nunca começar a fumar no futuro
* Economize dinheiro abandonando as despesas com fumo.
Dificuldades
O que poderia fazê-lo voltar a fumar? Tentações podem ser eventos, lugares ou mesmo pessoas. Você tem o hábito de fumar depois do almoço ou durante o happy hour nas sextas-feiras? Você não pode evitar sempre esses perigos. Mas pode desenvolver uma estratégia para ajudá-lo.
Outras barreiras e possíveis soluções incluem: Abstinência de nicotina. Pessoas que fumam diariamente têm sintomas (como irritabilidade, insônia ou falta de concentração) quando tentam parar de fumar. Há medicações que podem ajudar a controlar esses sintomas. Começar um novo hobby e fazer exercícios também pode ser benéfico.
Tentativa fracassada. Se você não conseguiu parar anteriormente, não seja duro consigo mesmo. Estudos mostram que cada vez que você pára, fica mais forte e aprende mais sobre o que ajuda e atrapalha nesse processo. Muitas pessoas tentam parar muitas vezes antes que isso finalmente aconteça
Ganhar peso. Você pode engordar quando deixar de fumar. Não tente evitar isso adotando uma dieta rigorosa ao mesmo tempo. Isto tornará o processo ainda mais difícil. Em vez disso, mantenha-se ativo o que ajuda a queimar calorias. Muitos medicamentos que ajudam a parar de fumar também podem contribuir para evitar que você engorde até estar pronto para lidar com os quilos extras.
Depressão. Remédios e terapia podem ajudar a tratar depressão Falta de apoio da família ou amigos. Encontrar pessoas que valorizem seus esforços pode aumentar suas chances de parar.
Estresse. O estresse pode levar de volta ao fumo. Aprenda novas maneiras de tratar o estresse para vencer essa dificuldade.
Álcool. Ingerir bebida alcoólica pode aumentar sua vontade de fumar. Você pode tentar beber menos durante as três primeiras semanas sem o cigarro.
Morar com fumante. Se a pessoa decidisse parar também, seria mais fácil para você. Se essa opção não existe, converse com ela para não fumar perto de você. Sentir falta de hábitos ou rituais ligados ao fumo ou não ser capaz de evitar tentações que o levam a um cigarro ou cachimbo.
Uma estratégia que não funciona bem é substituir cigarros por charutos ou cachimbos como um primeiro passo para deixar de fumar. Passar a fumar um cigarro "light" também é outra estratégia errada. Esses cigarros "light" não são mais seguros que os cigarros tradicionais.
Adolescentes, especialmente garotas, temem engordar, não se dar bem em eventos sociais ou não ser capazes de contornar situações estressantes se pararem de fumar. Roupas da moda e mais disposição podem aumentar suas chances de se dar bem. Além disso, sentir-se bem fisicamente pode ajudar os adolescentes a lidar com o estresse de uma maneira mais saudável do que por meio do cigarro.
Repetição. Lembre-se sempre por que você quer parar de fumar. Faça uma lista de suas razões para parar e os benefícios futuros. Ponha essa lista na cabeceira da cama, na sua carteira, ou na geladeira. Dê uma olhada nela sempre que puder, durante o período de luta contra o cigarro. Adicione a qualquer momento alguma outra razão ou novo benefício, caso você lembre. Se você já tiver tentado parar antes, lembre-se que a maioria das pessoas tenta muitas vezes antes de conseguir pra valer. Não desista.
Breve Glossário
Glossário
Aterosclerose: formação de placas nas artérias que levam aos temidos entupimentos
Infarto: morte do tecido por falta de irrigação. O mais temido é o infarto do miocárdio, que lesa o tecido cardíaco.
Receptores: moléculas em que outras substâncias se encaixam como uma chave na fechadura
Terapia cognitivo-comportamental: linha de psicoterapia que ensina o paciente a conhecer os motivos de seus comportamentos e seus condicionamentos
Antidepressivo: medicamento que age em neurotransmissores cerebrais para combater sintomas da depressão
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Pais e Filhos - Educação
NYT: Amor condicional traz obediência, mas tem um custo
Alfie Kohn
The New York Times
Há mais de 50 anos, o psicólogo Carl Rogers sugeriu que simplesmente amar seus filhos não era suficiente. Temos de amá-los incondicionalmente, dizia ele - pelo que eles são, não pelo que eles fazem. Como pai, sei que essa é uma tarefa difícil, mas ela se torna ainda mais desafiadora agora que grande parte dos conselhos que recebemos corresponde exatamente ao contrário. De fato, recebemos dicas sobre a criação condicional, que vem em dois formatos: ativar a afeição quando as crianças são boas, retirar a afeição quando elas não são.
Assim o apresentador de talk show Phil McGraw nos conta, em seu livro "Family First" (Free Press, 2004), que as coisas de que as crianças precisam ou gostam devem ser oferecidas de forma contingencial, transformadas em recompensas a serem dadas ou retiradas, para que elas "se comportem de acordo com sua vontade". Ele acrescenta que "uma das moedas mais valorizadas por uma criança é a aceitação e a aprovação dos pais".
Estudo mostrou que adolescentes que foram criados em sistema de "recompensas" ou "punições" emocionais cultivavam mais ressentimentos pelos próprios pais
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
UOL CIÊNCIA E SAÚDE
De forma semelhante, Jo Frost, do seriado "Supernanny", em seu livro homônimo (Hyperion, 2005), afirma: "As melhores recompensas são atenção, elogios e amor", e isso deve ser "retirado quando a criança se comporta mal, até que ela peça desculpas" - nesse momento, o amor é novamente ativado.
A criação condicional não se limita a pessoas autoritárias e quadradas. Algumas pessoas que gostam da ideia de espancar seus filhos escolhem disciplinar suas crianças isolando-as forçadamente, uma tática que preferimos chamar de "pausa". De modo oposto, "o reforço positivo" ensina as crianças que elas são amadas, e amáveis, apenas quando elas fazem o que nós decidimos que é "um bom trabalho".
Isso levanta a intrigante possibilidade de que o problema com os elogios não é que eles sejam feitos da forma errada - ou feitos muito facilmente, como insistem os conservadores sociais. Em vez disso, pode ser apenas mais um método de controle, análogo à punição. A principal mensagem de todos os tipos de criação condicional é que as crianças devem aprender a ganhar o amor dos pais. Uma regime contínuo desse, alertou Rogers, e as crianças podem acabar precisando de um terapeuta para oferecer a aceitação incondicional que eles não receberam.
Mas será que Rogers estava certo? Seria bom ter algumas evidências. Agora temos.
Em 2004, dois pesquisadores israelenses, Avi Assor e Guy Roth, se uniram a Edward L. Deci, um importante especialista americano sobre a psicologia da motivação, e perguntaram a mais de cem estudantes universitários se o amor que eles tinham recebido dos pais parecia depender de eles irem bem na escola, dedicarem-se aos esportes, mostrar consideração pelos outros ou suprimir emoções como raiva e medo.
Os resultados mostram que as crianças que receberam aprovação condicional realmente tinham maior tendência a agir da forma pretendida pelos pais. Porém, a obediência teve um preço muito alto. Primeiro, essas crianças tiveram tendência a nutrir ressentimentos pelos pais. Segundo, elas disseram que a forma como elas agiam era muitas vezes relacionada a "uma forte pressão interna", não "um verdadeiro sentimento de escolha". Além disso, a felicidade delas depois de ter sucesso em algo era geralmente curta, e elas muitas vezes se sentiam culpadas ou envergonhadas.
Num estudo comparativo, Assor e seus colegas entrevistaram mães de filhos já crescidos. Também com essa geração, a criação condicional se mostrou prejudicial. As mães que, quando crianças, sentiam ser amadas apenas quando atingiam as expectativas dos pais agora se valorizavam menos como adultas. Apesar dos efeitos negativos, essas mães tiveram maior tendência a usar a afeição condicional com seus próprios filhos.
No último mês de julho, os mesmos pesquisadores, agora acompanhados por dois colegas de Deci da Universidade de Rochester, publicaram duas replicações e extensões do estudo de 2004. Dessa vez, o alvo eram estudantes do último ano do ensino médio, e o fato de dar mais aprovação quando as crianças faziam o que os pais queriam foi cuidadosamente distinguido do fato de dar menos quando elas se comportavam mal.
Os estudos descobriram que tanto a criação condicional positiva quanto a negativa eram prejudiciais, mas de formas levemente diferentes. A versão positiva às vezes tinha sucesso em fazer com que as crianças trabalhassem mais duro em tarefas acadêmicas, mas ao custo de sentimentos pouco saudáveis de "compulsão interna". A criação condicional negativa não funcionou nem no curto prazo; apenas aumentou os sentimentos negativos dos adolescentes em relação aos pais.
O que esses e outros estudos nos dizem é que elogiar as crianças por terem feito algo certo não é uma alternativa significativa à punição quando elas fazem algo de errado. Ambos são exemplos de criação condicional, e ambos são contraproducentes.
O psicólogo infantil Bruno Bettelheim prontamente reconheceu que a versão negativa da criação condicional, conhecida como "pausa", pode causar "sentimentos profundos de ansiedade". "Quando nossas palavras não são suficientes", disse ele, "a ameaça da retirada do nosso amor e afeição é o único método são para causar a impressão de que é melhor a criança atender ao nosso pedido".
No entanto, os dados sugerem que a retirada do amor não é particularmente eficaz em obter obediência, muito menos promover o desenvolvimento moral. Mesmo quando conseguimos fazer com que a criança nos obedeça - digamos, usando o reforço positivo -, será que a obediência compensa o dano psicológico de longo prazo? O amor dos pais deve ser usado como uma ferramenta para controlar as crianças?
Questões mais profundas estão por trás de um tipo diferente de crítica. Albert Bandura, pai do ramo da psicologia conhecido como teoria da aprendizagem social, declarou que o amor incondicional "tornaria a criança sem direção e detestável" - uma afirmação da qual estudos empíricos discordam completamente.
A ideia de que crianças aceitas pelo que são não teriam direção diz muito mais sobre a visão pessimista daqueles que fazem esse tipo de alerta.
Na prática, segundo uma coletânea impressionante de dados feita por Deci e colegas, a aceitação incondicional por parte dos pais, assim como professores, deveria ser acompanhada pelo "apoio à autonomia": explicando razões para as solicitações, maximizando oportunidades para a criança participar de tomadas de decisão, motivando sem manipular, e imaginando ativamente como as coisas são do ponto de vista da criança.
A última dessas características é importante porque diz respeito à própria criação. A maioria de nós protestaria que, "claro, nós amamos nossas crianças, independente de qualquer coisa". Mas o que conta é como as coisas são sob a ótica da criança - se ela se sente tão amada quando faz bagunça ou comete falhas.
Rogers não disse isso, mas eu aposto que ele ficaria orgulhoso de ver menos demanda por terapeutas habilidosos se isso significasse que as pessoas estivessem crescessem com um sentimento de aceitação incondicional na infância.
*Alfie Kohn é autor de 11 livros sobre comportamento humano e educação, incluindo "Unconditional Parenting" e "Punished by Rewards"
Alfie Kohn
The New York Times
Há mais de 50 anos, o psicólogo Carl Rogers sugeriu que simplesmente amar seus filhos não era suficiente. Temos de amá-los incondicionalmente, dizia ele - pelo que eles são, não pelo que eles fazem. Como pai, sei que essa é uma tarefa difícil, mas ela se torna ainda mais desafiadora agora que grande parte dos conselhos que recebemos corresponde exatamente ao contrário. De fato, recebemos dicas sobre a criação condicional, que vem em dois formatos: ativar a afeição quando as crianças são boas, retirar a afeição quando elas não são.
Assim o apresentador de talk show Phil McGraw nos conta, em seu livro "Family First" (Free Press, 2004), que as coisas de que as crianças precisam ou gostam devem ser oferecidas de forma contingencial, transformadas em recompensas a serem dadas ou retiradas, para que elas "se comportem de acordo com sua vontade". Ele acrescenta que "uma das moedas mais valorizadas por uma criança é a aceitação e a aprovação dos pais".
Estudo mostrou que adolescentes que foram criados em sistema de "recompensas" ou "punições" emocionais cultivavam mais ressentimentos pelos próprios pais
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
UOL CIÊNCIA E SAÚDE
De forma semelhante, Jo Frost, do seriado "Supernanny", em seu livro homônimo (Hyperion, 2005), afirma: "As melhores recompensas são atenção, elogios e amor", e isso deve ser "retirado quando a criança se comporta mal, até que ela peça desculpas" - nesse momento, o amor é novamente ativado.
A criação condicional não se limita a pessoas autoritárias e quadradas. Algumas pessoas que gostam da ideia de espancar seus filhos escolhem disciplinar suas crianças isolando-as forçadamente, uma tática que preferimos chamar de "pausa". De modo oposto, "o reforço positivo" ensina as crianças que elas são amadas, e amáveis, apenas quando elas fazem o que nós decidimos que é "um bom trabalho".
Isso levanta a intrigante possibilidade de que o problema com os elogios não é que eles sejam feitos da forma errada - ou feitos muito facilmente, como insistem os conservadores sociais. Em vez disso, pode ser apenas mais um método de controle, análogo à punição. A principal mensagem de todos os tipos de criação condicional é que as crianças devem aprender a ganhar o amor dos pais. Uma regime contínuo desse, alertou Rogers, e as crianças podem acabar precisando de um terapeuta para oferecer a aceitação incondicional que eles não receberam.
Mas será que Rogers estava certo? Seria bom ter algumas evidências. Agora temos.
Em 2004, dois pesquisadores israelenses, Avi Assor e Guy Roth, se uniram a Edward L. Deci, um importante especialista americano sobre a psicologia da motivação, e perguntaram a mais de cem estudantes universitários se o amor que eles tinham recebido dos pais parecia depender de eles irem bem na escola, dedicarem-se aos esportes, mostrar consideração pelos outros ou suprimir emoções como raiva e medo.
Os resultados mostram que as crianças que receberam aprovação condicional realmente tinham maior tendência a agir da forma pretendida pelos pais. Porém, a obediência teve um preço muito alto. Primeiro, essas crianças tiveram tendência a nutrir ressentimentos pelos pais. Segundo, elas disseram que a forma como elas agiam era muitas vezes relacionada a "uma forte pressão interna", não "um verdadeiro sentimento de escolha". Além disso, a felicidade delas depois de ter sucesso em algo era geralmente curta, e elas muitas vezes se sentiam culpadas ou envergonhadas.
Num estudo comparativo, Assor e seus colegas entrevistaram mães de filhos já crescidos. Também com essa geração, a criação condicional se mostrou prejudicial. As mães que, quando crianças, sentiam ser amadas apenas quando atingiam as expectativas dos pais agora se valorizavam menos como adultas. Apesar dos efeitos negativos, essas mães tiveram maior tendência a usar a afeição condicional com seus próprios filhos.
No último mês de julho, os mesmos pesquisadores, agora acompanhados por dois colegas de Deci da Universidade de Rochester, publicaram duas replicações e extensões do estudo de 2004. Dessa vez, o alvo eram estudantes do último ano do ensino médio, e o fato de dar mais aprovação quando as crianças faziam o que os pais queriam foi cuidadosamente distinguido do fato de dar menos quando elas se comportavam mal.
Os estudos descobriram que tanto a criação condicional positiva quanto a negativa eram prejudiciais, mas de formas levemente diferentes. A versão positiva às vezes tinha sucesso em fazer com que as crianças trabalhassem mais duro em tarefas acadêmicas, mas ao custo de sentimentos pouco saudáveis de "compulsão interna". A criação condicional negativa não funcionou nem no curto prazo; apenas aumentou os sentimentos negativos dos adolescentes em relação aos pais.
O que esses e outros estudos nos dizem é que elogiar as crianças por terem feito algo certo não é uma alternativa significativa à punição quando elas fazem algo de errado. Ambos são exemplos de criação condicional, e ambos são contraproducentes.
O psicólogo infantil Bruno Bettelheim prontamente reconheceu que a versão negativa da criação condicional, conhecida como "pausa", pode causar "sentimentos profundos de ansiedade". "Quando nossas palavras não são suficientes", disse ele, "a ameaça da retirada do nosso amor e afeição é o único método são para causar a impressão de que é melhor a criança atender ao nosso pedido".
No entanto, os dados sugerem que a retirada do amor não é particularmente eficaz em obter obediência, muito menos promover o desenvolvimento moral. Mesmo quando conseguimos fazer com que a criança nos obedeça - digamos, usando o reforço positivo -, será que a obediência compensa o dano psicológico de longo prazo? O amor dos pais deve ser usado como uma ferramenta para controlar as crianças?
Questões mais profundas estão por trás de um tipo diferente de crítica. Albert Bandura, pai do ramo da psicologia conhecido como teoria da aprendizagem social, declarou que o amor incondicional "tornaria a criança sem direção e detestável" - uma afirmação da qual estudos empíricos discordam completamente.
A ideia de que crianças aceitas pelo que são não teriam direção diz muito mais sobre a visão pessimista daqueles que fazem esse tipo de alerta.
Na prática, segundo uma coletânea impressionante de dados feita por Deci e colegas, a aceitação incondicional por parte dos pais, assim como professores, deveria ser acompanhada pelo "apoio à autonomia": explicando razões para as solicitações, maximizando oportunidades para a criança participar de tomadas de decisão, motivando sem manipular, e imaginando ativamente como as coisas são do ponto de vista da criança.
A última dessas características é importante porque diz respeito à própria criação. A maioria de nós protestaria que, "claro, nós amamos nossas crianças, independente de qualquer coisa". Mas o que conta é como as coisas são sob a ótica da criança - se ela se sente tão amada quando faz bagunça ou comete falhas.
Rogers não disse isso, mas eu aposto que ele ficaria orgulhoso de ver menos demanda por terapeutas habilidosos se isso significasse que as pessoas estivessem crescessem com um sentimento de aceitação incondicional na infância.
*Alfie Kohn é autor de 11 livros sobre comportamento humano e educação, incluindo "Unconditional Parenting" e "Punished by Rewards"
Jiu-Jitsu
As artes marciais abrangem somente, os antigos estilos de lutas asiáticas. Portanto, lutas como Boxe, Wrestling, Savate entre outras, não podem ser incluídas nas artes marciais. Existe muita controvérsia a respeito das origens e história das artes marciais. Há também registros, como a Epopéia de Gilgamesh, de métodos de lutas similares ao Jiu-jitsu, como Luta-livre ou Luta Greco-romana, praticado em diversos países pelo menos desde 2000 a.C.
Técnicas específicas de luta, chegaram à China através da Índia, berço das artes marciais. Da China, o conhecimento de técnicas e combates sem armas, estendeu-se entre outras regiões asiáticas. No Japão, predominam as formas de lutas mais populares do mundo. As diversas formas de luta que desenvolveram-se no Japão, na antiguidade, eram conhecidas em geral, como Ju-jitsu ou Jiu-jitsu. O samurai do antigo Japão feudal, ao travar um combate corpo-a-corpo sem armas, estavam pondo em pratica o Jiu-jitsu.
Em relação a caligrafia, optamos por usar a palavra "Jiu-jitsu" ao invés de "Ju-Jitsu" pelo fato de a primeira ser mais usada no Brasil. O significado das duas palavras é o mesmo, bem como o ideograma usado em japonês para escrevê-las (Ju significa suave e Jitsu, arte ou técnica). De fato, a arte tradicional japonesa é conhecida por Ju-jitsu, mas foi adaptada no Brasil, provavelmente para diferenciar o estilo brasileiro desenvolvido pela família Gracie, conhecido como Brazilian Jiu-Jitsu.
História
Apesar de se tornar mais popular no Japão, a história do Jiu-jitsu começou na Índia (por isso a cognominação "o berço das artes marciais"), ha mais de dois mil anos atrás.
Os monges monastérios indianos eram proibidos, pela religião, de se defender com armas. Mas em suas longas caminhadas, eram atacados por bandidos das tribos mongóis do norte da Ásia, nascendo então a necessidade de defesa corpo-a-corpo. Conhecedores de pontos vitais do corpo, desenvolveram um tipo de defesa especial para o tipo físico do seu povo, baixinho e franzino. Essa espécie de embrião do Jiu-jitsu acabou atravessando as fronteiras da china e indo para o arquipélago japonês, lá cultivado, conhecido apenas por nobres e samurai, o Jiu-jitsu, que significa literalmente, "Arte suave".
Antigamente havia vários estilos de Jiu-jitsu e cada lutador tinha seu estilo próprio. Por isso o Jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais como Kumiuchi, Aiki-ju-jitsu, Koppo, Tai-Jutsu, Gusoku, Koshi-no-mawari, Yawara, Hade, Jutai-Jutsu, Shubaku etc. No fim da era Tokugawa, existiam cerca de 700 estilos de Jiu-jitsu. Cada estilo tinha características próprias. Alguns davam mais ênfase às projeções ao solo, torções, estrangulamentos e outros enfatizavam ainda, golpes traumáticos como socos e chutes. A partir de então, cada estilo deu origem ao desenvolvimento de artes marciais conhecidas atualmente de acordo com suas características de luta, entre elas o Judo, Karate e Aikido por exemplo.
Por muito tempo, o Jiu-jitsu foi a luta mais praticada no Japão, até o surgimento do Judo como esporte em 1882. O Jiu-jitsu chegou a ser proibido no Japão durante um certo período como crime de lesa pátria. Com a introdução da cultura ocidental no Japão promovida pelo imperador Mutsu Hito (1867 - 1912), as artes marciais ficaram esquecidas. Elas só foram valorizadas mais tarde, quando o ocidente também já apreciava esse tipo de luta.
Jiu-Jitsu no Brasil
O mestre japonês, Mitsuo Maeda conhecido como Conde Koma, veio ao Brasil em missão diplomática, quando em Belém, Pará, conheceu Gastão Gracie, iniciando-se uma grande amizade. Conde Koma na realidade, era sensei da escola Kodokan de Judo no Japão e em razão de afinidade e favores prestados por Gastão, começou a transmitir seus conhecimentos à seu filho, Carlos Gracie, que após aprender a arte ensinou a seus irmãos, em especial a Hélio Gracie, eles aprimoraram as técnicas aprendidas tornando-as mais eficiente e acessíveis ao tipo físico de qualquer pessoa. Foi aí que nasceu o chamado Brazilian Jiu-jitsu, uma das melhores e mais eficientes forma de auto-defesa do mundo, já provadas, pelos resultados das constantes competições chamadas mixed martial arts, existente no mundo.
O Jiu-Jitsu hoje, por sua necessidade em difundir-se como esporte, tem regras e conseqüentes limitações, mas continua sendo uma arte marcial completa. O lutador de Jiu-Jitsu, apesar de não ter o conhecimento de projeções que um lutador de Judo tem, e não ser especializado em chutes e socos como o lutador de Karate, tem conhecimentos dos fundamentos dessas técnicas e treinamento único de combate no solo, que faz do Jiu-Jitsu uma luta que se equivale muito a um combate real.
Homens, mulheres, meninos e meninas de todos os continentes praticam o Jiu-Jitsu. Além do aprendizado da defesa pessoal, esta luta traz benefícios para o seu corpo aumentando o seu tônus muscular, e sua capacidade cardiovascular, além disso você também será mais saudável mentalmente, pois quem pratica esta arte ganha mais autoconfiança, fica mais bem disposto, faz amizades, e por fim elimina todo o seu stress no tatame.
OSS.
Técnicas específicas de luta, chegaram à China através da Índia, berço das artes marciais. Da China, o conhecimento de técnicas e combates sem armas, estendeu-se entre outras regiões asiáticas. No Japão, predominam as formas de lutas mais populares do mundo. As diversas formas de luta que desenvolveram-se no Japão, na antiguidade, eram conhecidas em geral, como Ju-jitsu ou Jiu-jitsu. O samurai do antigo Japão feudal, ao travar um combate corpo-a-corpo sem armas, estavam pondo em pratica o Jiu-jitsu.
Em relação a caligrafia, optamos por usar a palavra "Jiu-jitsu" ao invés de "Ju-Jitsu" pelo fato de a primeira ser mais usada no Brasil. O significado das duas palavras é o mesmo, bem como o ideograma usado em japonês para escrevê-las (Ju significa suave e Jitsu, arte ou técnica). De fato, a arte tradicional japonesa é conhecida por Ju-jitsu, mas foi adaptada no Brasil, provavelmente para diferenciar o estilo brasileiro desenvolvido pela família Gracie, conhecido como Brazilian Jiu-Jitsu.
História
Apesar de se tornar mais popular no Japão, a história do Jiu-jitsu começou na Índia (por isso a cognominação "o berço das artes marciais"), ha mais de dois mil anos atrás.
Os monges monastérios indianos eram proibidos, pela religião, de se defender com armas. Mas em suas longas caminhadas, eram atacados por bandidos das tribos mongóis do norte da Ásia, nascendo então a necessidade de defesa corpo-a-corpo. Conhecedores de pontos vitais do corpo, desenvolveram um tipo de defesa especial para o tipo físico do seu povo, baixinho e franzino. Essa espécie de embrião do Jiu-jitsu acabou atravessando as fronteiras da china e indo para o arquipélago japonês, lá cultivado, conhecido apenas por nobres e samurai, o Jiu-jitsu, que significa literalmente, "Arte suave".
Antigamente havia vários estilos de Jiu-jitsu e cada lutador tinha seu estilo próprio. Por isso o Jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais como Kumiuchi, Aiki-ju-jitsu, Koppo, Tai-Jutsu, Gusoku, Koshi-no-mawari, Yawara, Hade, Jutai-Jutsu, Shubaku etc. No fim da era Tokugawa, existiam cerca de 700 estilos de Jiu-jitsu. Cada estilo tinha características próprias. Alguns davam mais ênfase às projeções ao solo, torções, estrangulamentos e outros enfatizavam ainda, golpes traumáticos como socos e chutes. A partir de então, cada estilo deu origem ao desenvolvimento de artes marciais conhecidas atualmente de acordo com suas características de luta, entre elas o Judo, Karate e Aikido por exemplo.
Por muito tempo, o Jiu-jitsu foi a luta mais praticada no Japão, até o surgimento do Judo como esporte em 1882. O Jiu-jitsu chegou a ser proibido no Japão durante um certo período como crime de lesa pátria. Com a introdução da cultura ocidental no Japão promovida pelo imperador Mutsu Hito (1867 - 1912), as artes marciais ficaram esquecidas. Elas só foram valorizadas mais tarde, quando o ocidente também já apreciava esse tipo de luta.
Jiu-Jitsu no Brasil
O mestre japonês, Mitsuo Maeda conhecido como Conde Koma, veio ao Brasil em missão diplomática, quando em Belém, Pará, conheceu Gastão Gracie, iniciando-se uma grande amizade. Conde Koma na realidade, era sensei da escola Kodokan de Judo no Japão e em razão de afinidade e favores prestados por Gastão, começou a transmitir seus conhecimentos à seu filho, Carlos Gracie, que após aprender a arte ensinou a seus irmãos, em especial a Hélio Gracie, eles aprimoraram as técnicas aprendidas tornando-as mais eficiente e acessíveis ao tipo físico de qualquer pessoa. Foi aí que nasceu o chamado Brazilian Jiu-jitsu, uma das melhores e mais eficientes forma de auto-defesa do mundo, já provadas, pelos resultados das constantes competições chamadas mixed martial arts, existente no mundo.
O Jiu-Jitsu hoje, por sua necessidade em difundir-se como esporte, tem regras e conseqüentes limitações, mas continua sendo uma arte marcial completa. O lutador de Jiu-Jitsu, apesar de não ter o conhecimento de projeções que um lutador de Judo tem, e não ser especializado em chutes e socos como o lutador de Karate, tem conhecimentos dos fundamentos dessas técnicas e treinamento único de combate no solo, que faz do Jiu-Jitsu uma luta que se equivale muito a um combate real.
Homens, mulheres, meninos e meninas de todos os continentes praticam o Jiu-Jitsu. Além do aprendizado da defesa pessoal, esta luta traz benefícios para o seu corpo aumentando o seu tônus muscular, e sua capacidade cardiovascular, além disso você também será mais saudável mentalmente, pois quem pratica esta arte ganha mais autoconfiança, fica mais bem disposto, faz amizades, e por fim elimina todo o seu stress no tatame.
OSS.
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